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França/Vandalismo

Escultor decide manter pichações na "vagina da rainha" em Versalhes

A obra "Dirty corner", de Anish Kapoor, instalada nos jardins do Palácio de Versalhes foi novamente vandalizada com mensagens em defesa da monarquia e frases antissemitas.
A obra "Dirty corner", de Anish Kapoor, instalada nos jardins do Palácio de Versalhes foi novamente vandalizada com mensagens em defesa da monarquia e frases antissemitas. REUTERS/Philippe Wojazer
2 min

A escultura gigante ''Dirty corner", mais conhecida como "a vagina da rainha", foi novamente pichada neste domingo (6) com frases e símbolos antissemitas. A obra está instalada nos jardins do Palácio de Versalhes, na região parisiense.

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A escultura do artista britânico de origem indiana Anish Kapoor foi pintada com frases como "A rainha sacrificada e duas vezes ofendida", "o segundo estupro da nação pelo ativismo judeu transviado" ou ainda "judeus tradicionalistas e cabalistas: esse tarado coloca vocês em perigo".

O presidente François Hollande repudiou essa nova pichação e prestou solidariedade ao artista. Mas desta vez, Kapoor decidiu não apagar as anotações feitas com spray branco, por achar que agora "as infâmias fazem parte da obra".

'Problema político'

Em junho passado, quando a escultura foi pichada pela primeira vez, o artista britânico reagiu indignado, dizendo que o ato de vandalismo refletia "uma certa intolerância na França, um problema mais político do que ligado à arte em si". Na época, as frases foram removidas da obra.

Kapoor, um dos mais conceituados artistas plásticos da atualidade, é autor de várias obras temporárias expostas no Palácio de Versalhes, a oeste de Paris. O carro-chefe é um gigantesco cone de aço enferrujado chamado de "Dirty Corner", o "canto sujo". A obra, de dez metros de altura e 60 metros de comprimento, foi descrita pelo autor como “a vagina de uma rainha tomando posse”.

Segundo Kapoor, Le Nôtre, o célébre paisagista de Versalhes, "suprimiu em seu jardim todas as dificuldades da vida, tudo o que é sexual e natural". Em entrevista à RFI, em junho, ele disse que quis "retirar a pele do jardim e chegar ao interior" – "o que me interessa", explicou.

A ministra da Cultura e da Comunicação da França, Fleur Pellerin, esteve ontem em Versalhes para constatar a nova depredação. Ela anunciou que a polícia buscava identificar os responsáveis.

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