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Star Wars

Guerra nas Estrelas: marketing planetário é outro lado da Força

Cartaz do Episódio VII de Star Wars: O Despertar da Força
Cartaz do Episódio VII de Star Wars: O Despertar da Força © Disney
Texto por: Patricia Moribe
3 min

Nesta semana, milhões de fãs no mundo todo aguardam o lançamento de “O Despertar da Força”, sétimo episódio da saga Guerra Nas Estrelas. Dirigido por J.J.Abrams, o novo capítulo da fábula intergaláctica teve produção acompanhada por uma campanha de marketing agressiva, mantendo detalhes das filmagens em segredo até o último instante, inclusive pressionando jornalistas a assinar compromissos de sigilo. A estreia no Brasil acontece na quinta-feira (17).

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O jornal francês Le Monde se rebelou contra tantas medidas de segurança, “precauções que chegam ao grotesco” em relação à imprensa. A sessão para jornalistas foi cercada de exigências: obtenção de um código QR de acesso pessoal, assinatura de um documento com regras, local e horário mantidos em segredo e comunicados na véspera pelo celular. Além disso, os jornalistas se comprometiam a “não revelar elementos-chaves da intriga do filme para deixar intacto o prazer dos futuros espectadores”.

Le Monde concorda que spoilers tiram a graça, mas explica que era inconcebível escrever sobre o filme sem contar pelo menos um pouco do enredo. Com isso, a crítica completa só vai chegar aos leitores amanhã, vencido o embargo imposto pela Disney.

Trama acontece 30 anos após “O Retorno do Jedi”

Mas o enredo de “O Despertar da Força” já está nas redes, após a concorrida pré-estreia que aconteceu na segunda-feira (14), em Los Angeles. Luke Skywalker, o último mestre jedi, desaparece e é necessário encontrá-lo para salvar a galáxia da Primeira Ordem. A princesa Leia, agora general, envia uma missão para salvar o irmão.

O novo episódio traz personagens e atores-chave da primeira trilogia: Han Solo (Harrison Ford), princesa Leia (Carrie Fisher), Luke Skywalker (Mark Hamill), o peludo Chewbacca e os robôs R2D2 e C3PO. O filme promete também estrelato galáxico para dois rostos novos, os britânicos Daisy Ridley e John Boyega, ambos com 23 anos.

Campanha de marketing agressiva substitui boca-a-boca

Se o primeiro episódio da saga, “O Retorno do Jedi”, de 1977, fez sucesso principalmente graças ao boca-a-boca, a campanha para “O Despertar da Força” foi totalmente planejada com estratégia militar, principalmente para garantir o retorno – e mais – dos US$ 4,4 bilhões que a Disney pagou a George Lucas pelos direitos dos novos capítulos. “É a máquina do marketing se impondo ao público”, observou o crítico americano Peter Bart, citado por Le Monde.

Lucas tinha apenas 32 anos quando lançou Guerra nas Estrelas, seu terceiro longa depois de “Loucuras de Verão” (American Graffiti) e “THX 1138”. O cinema americano vivia um boom de novos diretores autorais, como Francis Ford Copolla e Martin Scorsese, entre outros. Para conseguir financiar seu novo projeto, Lucas negociou o próprio sal’ario: apenas US$ 150 mil pelo roteiro e direção. Mas o golpe de mestre foi ter mantido para si os direitos de exploração de produtos derivados e controle total sobre as sequências. O único nome então conhecido do elenco era do britânico Alec Guinness, que fez o velho Obi wan Kenobi.

Novos episódios já estão programados

A Disney adquiriu os direitos de novas séries em 2012 e confiou a direção do sétimo tomo a J.J.Abrams, 49 anos, que tem no currículo sucessos como “Lost”, “Missão Impossível” e “Star Trek”. As filmagens, que duraram um ano, foram feitas em clima de segredo de estado, em Abu Dhabi e na Inglaterra.

As aventuras futuras da saga já têm datas de lançamento: o oitavo capítulo chega às telas dia 26 de maio de 2017, 41 anos e um dia após “O Retorno de Jedi”. No meio tempo, um episódio isolado, “Star Wars: Rogue One”, tem estreia marcada para dia 16 de dezembro de 2016.

Os custos de “O Despertar da Força” é outro segredo mantido a sete chaves, mas as especulações mais modestas falam em US$ 200 milhões. Só em entradas e produtos comprados antecipadamente o filme já teve retorno de US$ 50 milhões. O desafio agora é bater o recorde de Avatar, que rendeu US$ 2,8 bilhões no mundo todo.

 

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