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Arquitetura

Morre arquiteta Zaha Hadid, primeira mulher a ganhar o Pritzker

A anglo-iraquiana Zaha Hadid, um dos principais nomes da arquitetura contemporânea, posa diante do MAXXI, em Roma.
A anglo-iraquiana Zaha Hadid, um dos principais nomes da arquitetura contemporânea, posa diante do MAXXI, em Roma. REUTERS/Max Rossi/files
Texto por: Silvano Mendes
2 min

A arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid morreu nesta quinta-feira (31), aos 65 anos, vítima de uma crise cardíaca em um hospital de Miami (Estados Unidos). Conhecida internacionalmente por suas linhas vistas como futuristas, ela foi a primeira mulher a receber, em 2004, Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.

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A morte súbita da arquiteta foi confirmada por seu escritório, em Londres. “Ela contraiu uma bronquite esta semana e teve uma crise cardíaca durante o tratamento no hospital", indicou o comunicado.

Com a notícia, o mundo da arquitetura perde uma de suas principais estrelas. Além de ser a única mulher até agora a receber o Pritzker, ela havia sido, este ano, a primeira arquiteta homenageada com o Medalha de ouro real, honraria concedida no passado a nomes como Oscar Niemeyer, Jean Nouvel ou Frank Gehry.

“Sua criatividade beneficiou o mundo inteiro, que perde alguém de muita energia”, declarou o primeiro-ministro iraquiano, Haïder al-Abadi. Já o ministro britânico da cultura, Ed Vaizey, saudou a “enorme contribuição de Zaha Hadid para a arquitetura moderna”.

Icone do desconstrutivismo e estilista das sandálias Melissa

Nascida no Iraque, Zaha Hadid se formou em matemática pela universidade americana de Beirute antes se tornar arquiteta. Sua obra é marcada pela corrente desconstrutivista, que repensa as bases da arquitetura e questiona a geometria dos prédios. O Museu nacional de artes do século 21 (MAXXI), em Roma, o centro aquático usado nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, o Museu Guggenheim de Taiwan e o estádio Al-Wakrah do Catar estão entre seus trabalhos mais conhecidos. Com construções que se assemelham a naves espaciais, suas linhas são vistas por muitos como futuristas e alguns de seus projetos, apesar de gigantescos, dão a impressão de flutuar.

No Brasil, o trabalho de Zaha Hadid se popularizou após a colaboração da arquiteta com a marca Melissa, para a qual ela imaginou um modelo de sandália com ares de cápsula espacial. O mundo da moda sempre interessou a arquiteta, que assinou o Mobile Art Chanel, um projeto de museu itinerante lançado pela marca de luxo de mesmo nome em 2007. Depois de passar por Hong Kong, Tokyo e New York, a estrutura foi instalada no pátio do Instituto do Mundo Árabe, em Paris.

Conhecida por seu temperamento forte, a arquiteta sempre criticou o machismo no mundo da arquitetura. “Ser uma mulher na Grã-Bretanha foi durante muito tempo um obstáculo maior do que o racismo”, disse ela em uma entrevista.

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