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Isabelle Huppert

Isabelle Huppert ganha prêmio de honra do teatro francês

A atriz Isabelle Huppert agradece o Molière de honra.
A atriz Isabelle Huppert agradece o Molière de honra. CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP
2 min

A atriz Isabelle Huppert mal chegou de Cannes, que terminou no domingo (28), onde presidiu a noite de aniversário dos 70 anos do festival de cinema, e subiu no palco do Teatro des Folies Bergère, em Paris, na segunda-feira (29), para ser homenageada com um Molière, o grande prêmio do teatro francês, especial.

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Huppert recebeu o prêmio das mãos do diretor belga Ivo van Hove e foi aplaudida por uma plateia em pé. “Ela pode estar nua, vulnerável, frágil, mas quando ela interpreta, é como se ela estivesse no olho do furacão, onde tudo é silêncio”, declarou van Hove.

A atriz agradeceu, dizendo que o teatro é “algo único, que vem desde antes dos gregos e vai durar ainda muitos séculos”. Huppert também lançou um apelo em apoio ao diretor russo Kirill Serebrennikov, que sofre perseguição das autoridades, que o acusam de desvio de fundos.

Dona de uma carreira bastante sólida no cinema, Isabelle Huppert não abandona os palcos, atuando mesmo no exterior. Nos últimos três anos ela esteve em duas peças em Paris: “Les Fausses Confidences”, em 2014 e 2015, e em “Phèdre(s)”, em 2016.

Literatura, cinema e teatro se mesclam

Os grandes vencedores da noite, sem surpresas, foram “Edmond”, de Alexis Michalik, e “Les Damnés” (“Os Deuses Malditos”), de Ivo van Hove, sucessos de crítica e público.

“Edmond”, sobre a criação da obra “Cyrano de Bergerac”, de Edmond Rostand, levou cinco prêmios Molière: dois de interpretação, espetáculo, dramaturgo vivo em língua francesa e diretor do teatro do setor privado.

“Les Damnés”, adaptação do roteiro do filme “Os Deuses Malditos”, de Lucchino Visconti, sensação no último Festival de Teatro de Avignon, levou três Molières: melhor peça do teatro público, melhor criação visual e melhor atriz para Elsa Lepoivre. A trama conta a descida ao inferno de uma grande família de industriais alemães, gangrenados pelo nazismo. Apesar de “escrito nos anos 1960, a história continua atual”, declarou Ivo van Hove.

O artista de circo, ator, diretor e músico suíço James Thiérré, neto de Charles Chaplin, recebeu o prêmio de melhor diretor de espetáculo de teatro público, por "La Grenouille Avait Raison".
 

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