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"As pessoas criam sua própria tela dentro da minha tela":Isabelle Ribot, pintora

Áudio 06:11
A artista francesa radicada em São Paulo, Isabelle Ribot
A artista francesa radicada em São Paulo, Isabelle Ribot RFI
Por: Maria Emilia Alencar

A artista plástica francesa Isabelle Ribot, que mora no Brasil há 17 anos, apresenta em Paris seu trabalho mais recente, “Phenomènes” (Fenômenos), na galeria Lde0&Co. Ela tem um conceito bastante original, que foge dos modelos tradicionais de vendas de obras.

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Da tela exposta na parede da galeria, de 8m x 1,6m, a pessoa que se interessar  pode escolher e comprar o pedaço que quiser, a partir de três formatos padrões, que também não precisam ser seguidos à risca. Os preços dos retalhos podem ir de € 400 a € 2.200 (R$1.500 a R$8.200).

“As telas são sempre compridas e contam uma história ou, às vezes, é uma pesquisa. Desta vez, com "Phenomènes" é uma homenagem a alguns físicos, e as pessoas escolhem o pedaço que elas gostam dentro da minha tela, as pessoas criam a própria tela dentro da minha tela", explica Isabelle.

“Fenômenos” é a 19ª edição da série de telas para corte de Ribot. A inspiração veio da influência de uma das filhas, que estuda astrofísica na USP. É uma homenagem a grandes cientistas e pesquisadores, como Aristarco, Ibn Haytham, Galileu, Hedy Lamarr, Ada Lovelace e Einstein.

Sobre o seu processo criativo, a artista explica que seu esboço é sempre uma história. "Primeiro escrevo, depois vou pintando o que escrevo, como se fôsse uma ilustração do meu texto.

A artista francesa, nascida na Normandia em 1961, descobriu o Brasil em 1985, mas entre idas e vindas para a França e uma temporada em Portugal, acabou se instalando definitivamente em São Paulo há 17 anos. E não em qualquer lugar, mas em pleno centro velho, na outrora imponente avenida São Luís.

“Eu também fiz uma pesquisa na avenida São Luís, distribuí 600 questionários aos passantes da região para saber qual era a relação deles com aquela parte da cidade – tive 108 respostas e transformei de forma pictórica esses depoimentos”, conta.

E misturando acrílico, nanquim, óleo, pastel, ela criou uma tela de 20m de comprimento que cobriu três paredes da galeria de Luis Maluf. Alguns recortes que restam estão à venda em Paris também.

Isabelle Ribot fala com entusiasmo sobre o próximo projeto: “Adoro mapeamentos e ainda tenho um novo projeto que quero fazer um sobre as árvores centenárias de São Paulo”.

China, Japão, Nova York e Paris, pela primeira vez, são algumas das cidades onde Isabelle Ribot já expôs suas obras.

Veja o vídeo da entrevista com Isabelle Ribot

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