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Nômade Orquestra: a "nova cara" do jazz contemporâneo brasileiro

Áudio 11:24
Ruy Rascassi, baixista da Nômade Orquestra.
Ruy Rascassi, baixista da Nômade Orquestra. RFI

Do ABC de São Paulo para o mundo. O coletivo instrumental Nômade Orquestra, que reúne dez músicos, faz escala em Paris, na sua segunda turnê europeia.

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Formada na região industrial do ABC, em São Paulo, a Nômade Orquestra começou, em 2012, com um pequeno grupo de amigos, interessados em produzir jam sessions.

Aos poucos o coletivo cresceu, se harmonizou, conseguindo conciliar guitarra, baixo, teclado e bateria com saxofone, trompete, trombone e uma gama de instrumentos exóticos na paisagem musical brasileira - como a cítara, por exemplo.

“A Nômade é uma consequência da caminhada, da busca e da pesquisa individual de cada músico. Temos influência do rock, jazz, reggae, samba, funk e por aí vai”, explica Ruy Rascassi, contrabaixista da banda.

Da jam session para o estúdio

Descobertos pelo selo inglês Far Out Recordings, especializado em música contemporânea brasileira, a Nômade Orquestra lançou o seu primeiro álbum em 2014, gravado no Red Bull Studios, em São Paulo.

Com o mesmo nome da banda, o primeiro álbum catapultou a Nômade para a Europa, onde os dez músicos fizeram, em 2016, a sua primeira turnê internacional por cinco países, incluindo uma apresentação no Ronnie Scott’s Jazz Club, a casa noturna celebrada como o templo do jazz em Londres.

Entremundos

“A ideia do nosso segundo álbum, Entremundos, surgiu nesta primeira turnê europeia na qual nós passamos vinte dias na Europa. Noventa por cento da banda jamais havia saído do Brasil. Então, essa foi uma experiência muito valiosa. De repente nos damos conta de que a música instrumental não tem barreira linguística. Nossa música fazia uma ponte entre mundos diferentes. Daí, Entremundos”, conta Rascassi.

Agora, em Paris, a Nômade se apresenta no Duc des Lombards, um dos palcos de jazz mais importantes da Europa, antes de voltar para a Inglaterra, onde vai continuar a turnê de Entremundos pelo interior do país.

“A resposta do público europeu não poderia ser melhor. O feedback é incrível. Já chegaram a dizer que a nossa música faz uma viagem cósmica, que é a nova cara do jazz contemporâneo”, conclui Rascassi.

 

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