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Um pulo em Paris

Sem turistas estrangeiros, Palácio de Versalhes reabre após 82 dias fechado por causa de pandemia

Áudio 05:50
Após vários pontos turísticos abrirem, amanhã é a vez do Palácio de Versalhes, após 82 dias fechado devido à pandemia do coronavírus.
Após vários pontos turísticos abrirem, amanhã é a vez do Palácio de Versalhes, após 82 dias fechado devido à pandemia do coronavírus. AP - Michel Euler

Um dos pontos turísticos mais emblemáticos e mais visitados da França, o Palácio de Versallhes reabre suas portas neste sábado (6). Fechado há 82 dias por causa das medidas sanitárias ligadas à da pandemia de Covid-19, o monumento histórico poderá por enquanto receber um número limitado de visitantes e o uso de máscaras de proteção será obrigatório. Esta é apenas uma das novidades do relaxamento progressivo da quarentena no país.

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A França retoma aos poucos suas atividades em mais uma fase de saída do confinamento. Desde terça-feira (2), cafés, bares e restaurantes voltaram a funcionar, apesar de alguns restrições. A principal delas é que os comerciantes podem servir os clientes apenas em terraços nas calçadas, evitando assim o acúmulo de pessoas dentro dos estabelecimentos.

A medida provocou uma multiplicação de mesas no exterior. E para incentivar o comércio, penalizado desde março, a prefeitura de Paris decidiu flexibilizar a regulamentação da instalações de mesinhas e cadeiras nas ruas, pelo menos até setembro.

Os museus também reabrem de forma gradual. Se os estabelecimentos menores já começaram a funcionar com entradas restritas, o Museu d’Orsay recebe visitantes novamente a partir de 23 de junho, enquanto o Louvre, um dos mais frequentados do mundo, só terá suas portas abertas em 6 de julho, seguido dos museus Rodin e Picasso, no mesmo mês.

Visita na casa dos reis

A partir deste sábado (6), os visitantes também vão poder novamente passear pelo palácio de Versalhes, complexo construído no século 17 e que serviu de residência para os principais reis da França. O monumento e seus famosos jardins recebem, em média, 27.000 pessoas por dia. Mas com as restrições ligadas ao Covid-19, esse número cairá para cerca de 4.500 visitantes diariamente.

A entrada será feita com hora marcada para que o fluxo seja controlado e a administração aconselha aos visitantes que comprem seus ingressos pela internet, para evitar as filas na porta. Os principais espaços do complexo, como a Galeria dos Espelhos, os grandes apartamentos e a Grande Trianon, continuarão funcionando com acesso livre. Já os espaços considerados mais frágeis, como a Opera Real, ou o Petit Trianon, refúgio de Maria Antoinette, serão abertos apenas para visitas guiadas. “Será possível ver os aposentos do rei e da rainha em pequenos grupos. Vai ser um programa diferente”, promete Catherine Pégard, administradora do monumento. Percursos específicos para os jardins e para a crianças também estão previstos.

Essa foi a primeira vez em mais de 80 anos que Versalhes fechou suas portas. “A última vez foi em 1939, quando a (Segunda) Guerra foi declarada”, lembra Catherine Pégard. Mas durante esse período de quarentena por causa da pandemia, os poucos funcionários que continuaram trabalhando fizeram tudo para manter o monumento impecável. Foi o momento, por exemplo, de cuidar da Galeria dos Espelhos, que não passava por uma limpeza completa desde 2007.

Queda no orçamento

Os administradores do Palácio se questionam sobre o impacto da pandemia em suas contas. Afinal, 70% do orçamento do local vem da bilheteria, que ficou fechada durante três meses.

Além disso, 80% dos oito milhões de visitantes anuais vêm do exterior, dos quais norte-americanos e asiáticos representam 30%. Mas agora, com o fechamento temporário das fronteiras pelo menos até 15 de junho e a diminuição no número de turistas estrangeiros esperado nos próximos meses, os administradores já avisaram que vão precisar da ajuda do Estado para manter o Palácio funcionando. “Nosso modelo econômico desmoronou”, desabafa Catherine Pégard.

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