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Morre em Paris, aos 104 anos, Olivia de Havilland estrela de “… E o Vento Levou”

A atriz Olivia de Havilland, em París em 8 de abril de 1970.
A atriz Olivia de Havilland, em París em 8 de abril de 1970. AFP/Archivos
Texto por: RFI
3 min

Ela era uma das últimas sobreviventes da era de ouro de Hollywood. A atriz britânica, naturalizada americana e francesa, morreu na última noite em Paris, onde morava, informou neste domingo (26) sua agente Lisa Goldberg em um comunicado. "Olivia de Havilland morreu serenamente de causas naturais", informou o texto.

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Inesquecível em sua atuação em “...E o Vento Levou”, Olivia de Havilland, duas vezes vencedora do Oscar, marcou a história do cinema e de Hollywood pela força de sua personalidade. No clássico de 1939 — ­criticado atualmente pelo movimento antirracista —, ela atuou ao lado de Vivien Leigh, que viveu a protagonista Scarlett O’Hara, interpretando o papel da rival Melanie. Mas não foi por este longa que ela levou a estatueta. A atriz, nomeada três vezes, foi recompensada por "Só Resta Uma Lágrima" (1946) e "Tarde Demais" (1949).

Suas interpretações em “As Aventuras de Robin Hood” (1938) ou Capitão Blood (1935) também foram marcantes.

Mulher livre

Olivia de Havilland era uma mulher livre que não hesitou em entrar na justiça contra os poderosos produtores de Hollywood. Em 1943, processou a Warner Bross para reduzir o poder do estúdio de cinema sobre sua carreira, ganhou e criou jurisprudência aumentando a liberdade dos atores e atrizes.

Ela era irmã de uma outra estrela de Hollywood, a atriz Joan Fontaine, com quem ela tinha uma relação de rivalidade. Os problemas entre as duas começaram em 1941 quando as duas foram nomeadas ao Oscar e Olivia perde a disputa para a irmã, recompensada pelo filme “Suspeita” de Alfred Hitchcock.

Olivia de Havilland nasceu em 1° de julho de 1916 e era a segunda atriz mais velha do mundo, depois de Renée Simonot, mãe da francesa Catherine Deneuve. Ela começou sua carreira em 1935 e atuou em cerca de 50 filmes, muitos deles ao lado de Errol Flynn.

A partir dos anos 1950 e 1960, ela começa a trabalhar menos e decide encerrar a carreira cinematográfica em 1979, após uma participação no clássico do cinema catástrofe “Aeroporto 77”, ao lado de Jack Lemmon. Mas continuou atuando na televisão, tendo vencido um Emmy e um Globo de Ouro pela minissérie "Anastácia: O Mistério de Ana" (1986).

França

A atriz vivia há anos em Paris. Ela afirmava que a França “era o único país onde se sentia em casa”. Em 1965, ela foi a primeira mulher a presidir o júri do Festival de Cannes. Em 2010 recebeu a Legião de Honra da França e em 2011 foi aplaudida de pé na cerimônia do César, a premiação máxima do cinema francês.

A atriz americana, radicada na França, Olivia de Havilland (centro) na cerimônia de entrega do prêmio César, em 24 de fevereiro de  2011, em Paris.
A atriz americana, radicada na França, Olivia de Havilland (centro) na cerimônia de entrega do prêmio César, em 24 de fevereiro de 2011, em Paris. AFP/Archivos

Há dois anos, isto é, aos 102 anos, mostrando que matinha sempre intacto seu espírito de liberdade, Olivia de Havilland processou o canal FX que ela acusou de ter sujado sua imagem na série “Feud”.

 

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