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Morte de Chadwick Boseman, em pleno movimento antirracista, gera comoção

Ator Chadwick Boseman, estrela de Pantera Negra, morreu de câncer aos 43 anos.
Ator Chadwick Boseman, estrela de Pantera Negra, morreu de câncer aos 43 anos. AFP/Archivos
Texto por: RFI
6 min

A comoção pela morte do ator Chadwick Boseman extrapola o mundo artístico e dos fãs e toma uma dimensão política ao acontecer em pleno movimento antirracista. A estrela de Pantera Negra, de apenas 43 anos, sucumbiu a um câncer.

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Boseman era um artista em ascensão: em 2022, deveria estrelar a continuação de Pantera Negra, um sucesso de bilheteria há dois anos, com mais de US$ 1 bilhão de dólares arrecadados em todo o mundo. Ele se tornou o primeiro ator negro a interpretar um super-herói como protagonista em filme do universo Marvel. A obra, ambientada no fictício reino africano de Wakanda, foi aclamada pela crítica e pelo público e disputou o Oscar de melhor filme.

No início da carreira, Boseman interpretou os ícones negros Jackie Robinson em 42: A História de uma Lenda e James Brown em Get on Up, com atuações brilhantes.

Chadwick Boseman se tornou o primeiro ator negro a interpretar um super-herói, como protagonista de Pantera Negra.
Chadwick Boseman se tornou o primeiro ator negro a interpretar um super-herói, como protagonista de Pantera Negra. © Divulgação

Silêncio sobre a doença

Uma nota publicada nas redes sociais do ator informou que ele “faleceu em casa, com a esposa e a família ao seu lado”. Boseman tinha câncer de cólon, diagnosticado pela primeira vez em 2016.

O astro nunca havia falado publicamente sobre a doença e continuou trabalhando em diversos filmes de Hollywood, apesar das “inúmeras operações e sessões de quimioterapia”, indicou sua família. “Foi um verdadeiro guerreiro. Chadwick persistia através tudo isso”, acrescenta a nota. Recentemente, ele apareceu em Destacamento Blood, do diretor Spike Lee.

Homenagens de democratas

Desde o anúncio, sua morte gera comoção nas redes sociais. O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, foi um dos primeiros a reagir. “O verdadeiro poder de @chadwickboseman era superior a tudo que nós vimos nas telas. De Black Panther a Jackie Robinson, ele inspirou gerações e mostrou que nós podemos ser tudo que desejamos, até super-heróis”, escreveu, pelo Twitter.

A candidata a vice do partido, Kamala Harris, declarou estar “com o coração partido” pela morte do ator – que, como ela, estudou na universidade Howard, de Washington. “Ele era brilhante, culto e humilde. Ele nos deixou cedo demais, mas a sua vida mudou as coisas”, destacou Harris. A última mensagem de Bosenan na rede social era justamente para parabenizar a candidata democrata, também negra, pela sua nomeação.

Já Mark Ruffalo, que estrelou Pantera Negra com Boseman, publicou uma série de tuítes para homenagear o colega e declarou: “Irmão, você foi um dos maiores de todos os tempos e a sua grandeza apenas começava”.

“Chadwick era especial, uma pessoa realmente original”, disse Chris Evans, o “Capitão América” na série Marvel. “Era um artista profundamente engajado e constantemente curioso. Ele ainda tinha muitos trabalhos formidáveis a nos dar.”

A principal organização americana de defesa dos direitos cívicos, NAACP, lembrou que Boseman “mostrou como vencer as adversidades com graça” e “andar como um rei, sem perder o contato comum”.

No Brasil, o rapper Emicida publicou uma foto do ator e a seguinte homenagem: “Supernova é um evento astronômico nos estágios finais da evolução de algumas estrelas, uma explosão muito brilhante. Em apenas alguns dias seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia”.

 

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