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Covid-19: na Bélgica, livrarias permanecem abertas 'para preservar saúde mental'

Mulher olha as prateleiras de uma livraria em Bruxelas, 11 de junho de 2020.
Mulher olha as prateleiras de uma livraria em Bruxelas, 11 de junho de 2020. © Francisco Seco / AP Photo
Texto por: RFI
3 min

Existem países onde os livros são considerados um produto vital em tempos de lockdown. É o caso da Bélgica, onde as livrarias permanecem abertas, apesar da difícil situação com a pandemia de Covid-19 e das restrições impostas pelo confinamento.

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Alexis Bedu, enviado especial da RFI a Liège

Manu Pecqueux administra a livraria Toutes Directions, no centro de Liège, na Bélgica. “Quero itens que sejam populares agora”, diz Pecqueux. “As pessoas não podem viajar e eu vendo livros de viagens", diz.

 "Vendo também outras coisas: livros de receitas, histórias de viagens que permitem que as pessoas viagem através do olhar de outra pessoa. Dada a orientação da livraria, o atendimento é limitado. Mas, no geral, estou feliz em permanecer aberto aqui", conta Pecqueux.

"Permite que você escape, pense, reflita"

As livrarias do país fecharam durante o primeiro lockdown. Mas, para esta segunda onda, o governo decidiu deixá-las abertas para "preservar a saúde mental dos belgas".

Catherine Victor trabalha na livraria Pax, uma das maiores livrarias independentes da cidade: “Não existem teatros, nem museus, nem cinemas. Com os livros só existe uma porta aberta. É um produto que permite escapar, pensar, refletir. Acho que os livros são realmente importantes para a saúde mental! Eles são uma alternativa à televisão", diz.

O povo de Liège correu para as livrarias no início da nova querentena, há uma semana. A mania de comprar livros diminuiu um pouco, desde então. Mas os livreiros esperam aumentar as vendas no Natal, quando deve haver muitos livros entre os presentes distribuídos pelo Papai Noel na Bélgica.

Boicote à Amazon na França

Em Paris, a prefeita Anne Hidalgo, pediu à população que "boicote a Amazon" para salvar as livrarias da cidade. Os estabelecimentos, que não vendem produtos considerados de "primeira necessidade", foram fechados no novo lockdown na França, que teve início na última sexta-feira (30) e deve durar de quatro a seis semanas. A decisão do governo gerou protestos da prefeitura. 

"Digo claramente aos parisienses. Não comprem na Amazon. É a morte das nosssas livrarias e da nosso comércio local", disse Hidalgo na segunda-feira (2) à imprensa. "Paris é uma cidade onde o livro é considerado um bem essencial", disse a prefeita. "Comprem em livrarias. Vocês podem encomendar e ir buscar o livro", aconselhou.

"Os parisienses consideram a livraria como um comércio essencial. Estou aqui para pedir ao governo que as livrarias reabram, o mais rápido possível", declarou. "Não posso acreditar que um homem que foi aluno de Paul Ricoeur permitirá que essa situação se prolongue", disse o escritor francês Sylvan Tesson, em alusão ao presidente Emmanuel Macron, que foi assistente do filósofo.

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