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França rejeita apelo da indústria cultural para reabrir cinemas e teatros

Atores do mundo da cultura exigem a reabertura de teatros, cinemas e museus no dia 15 de dezembro.
Atores do mundo da cultura exigem a reabertura de teatros, cinemas e museus no dia 15 de dezembro. © Anaël Guez
Texto por: RFI
3 min

O Conselho de Estado da França rejeitou um apelo dos agentes e instituições de cultura para reabrir seus teatros e cinemas, determinando que a epidemia de Covid-19 justifica o fechamento dos locais de cultura, mas deixou a porta aberta para uma reabertura antecipada, caso as taxas de contaminação melhorem.

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Grupos do setor cultural da França contestaram a ordem do governo de fechar cinemas, teatros e salas de concerto devido à epidemia de Covid-19, argumentando que seus locais eram facilmente adaptáveis ​​para garantir a segurança dos espectadores.

O Conselho de Estado decidiu, no entanto, que o agravamento da situação justificava o fechamento dos locais de cultura, que entrou em vigor quando o presidente Emmanuel Macron anunciou que novas restrições seriam adotadas, em 30 de outubro.

Em sua decisão, o governo francês disse que o fechamento “não representa uma violação ilegal das liberdades fundamentais”, como argumentaram seus críticos, devido à disseminação elevada do coronavírus, que atualmente infecta cerca de 12.000 pessoas por dia na França.

Mas a alta corte decidiu a favor de alguns argumentos apresentados em defesa da cultura, observando que muitos locais tomaram medidas adequadas para proteger suas audiências, e decidiu que o fechamento não seria justificado se a situação geral melhorasse.

Protocolos de proteção para o público

“O fechamento só é legal na medida em que há um nível particularmente alto de disseminação do vírus entre a população”, diz a decisão, publicada pelo órgão. Os advogados que representam os atores culturais disseram estar desapontados com a possibilidade de os locais permanecerem fechados, mas felizes com o reconhecimento das medidas tomadas.

“O Conselho de Estado evocou a adequação dos rígidos protocolos de saúde e a grave violação das liberdades”, disseram os advogados. “Assim que a situação melhorar, os teatros esperam que o governo tome nota desta importante decisão do Conselho de Estado e da argumentação por trás dela.”

O governo adiou a data de reabertura das instalações culturais de 15 de dezembro para 7 de janeiro, quando as melhorias na segunda onda da epidemia estarão a meio caminho para cumprir as metas projetadas.

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