Brasil/Economia

Em NY, Henrique Meirelles comemora estabilidade durante campanha eleitoral

Henrique Meirelles, diretor do Banco Central do Brasil, em evento no início de setembro.
Henrique Meirelles, diretor do Banco Central do Brasil, em evento no início de setembro. Valter Campanato/ABr

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, está em Nova York para visitar investidores internacionais. Na manhã desta sexta-feira ele participou de um encontro na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, onde falou, entre outros assuntos, da situação econômica do país diante do processo eleitoral, há apenas dez dias das eleições presidenciais.

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Henrique Meirelles falou para mais de uma centena de investidores e deu destaque à evolução do sistema financeiro brasileiro nos últimos oito anos, período do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ele ressaltou como a dívida pública diminuiu de 60% do produto interno bruto, em 2003, para cerca de 42% em 2010.

Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil

A taxa Selic nesse período caiu de 25% para 10,75%. Diante de números que mostraram a queda da inflação e do desemprego, afirmou que as políticas responsáveis levaram à estabilidade macroeconômica que deixou o país menos vulnerável, inclusive no período eleitoral, já que o país em anos de eleição historicamente registrava oscilações econômicas. «Estamos vendo que é um mercado bastante estável para um país há dez dias de uma eleição importante. Isso mostra a maturidade da estabilidade econômica do Brasil », disse Henrique Meirelles.

O presidente do Banco Central também destacou quais devem ser os impactos que as novas regras dos bancos podem trazer para a economia mundial com as regulações que entrarão em vigor após o acordo da Basileia 3 - nome dado ao novo conjunto de regras -, que os líderes do G20 devem ratificar no encontro da Coreia do Sul, marcado para novembro.

Com essas normas, os bancos serão obrigados a ter reservas de capital representando 8% de seus ativos de risco, mais que o triplo do nível exigido atualmente. Porém Meirelles destacou que o Brasil já tem regras mais rígidas, com um grau de exigência de 11%, que foi o que preservou o país durante a crise. As novas normas serão implementadas gradualmente até 2019 e envolverão 27 países. Para o presidente do Banco Central, o acordo vai ajudar a diminuir a possibilidade de novas crises.

Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York. 

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