Espanha/economia

Agência de avaliação de riscos rebaixa nota da Espanha

100.000 pessoas manifestaram em Bruxelas e vários países europeus, nesta quarta-feira, contra os cortes no orçamento.
100.000 pessoas manifestaram em Bruxelas e vários países europeus, nesta quarta-feira, contra os cortes no orçamento. ©Reuters

A agência de avaliação de risco Moody's retirou nesta quinta-feira a nota máxima "Aaa" da Espanha, em consequência da "considerável deterioração da solidez financeira" do país. A agência, porém,manifestou apoio ao projeto de orçamento do governo socialista que será apresentado ao Parlamento com propostas de cortes nas despesas públicas

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A nova cotação da agência Moody’s, que rebaixou a nota espanhola em um nível, para Aa1, já era esperada pelo mercado após outras duas agências, a Standard & Poor’s e a Fitch, terem revisto para baixo a nota soberana da Espanha em abril e maio, respectivamente.

A justificativa da agência é de que houve uma forte degradação das finanças públicas espanholas e diante das dificuldades que o governo deve enfrentar para reduzir déficits diante de um crescimento moroso da economia do país.

A Mood’ys estima que a Espanha deverá crescer apenas em torno de 1,0% nos próximos anos. O governo deverá atingir seus objetivos de redução orçamentária este ano e adotar reformas extras no próximo ano, afirma a agência.

Previsões

A atividade econômica espanhola poderá se enfraquecer no terceiro trimestre do ano, informou em comunicado o Banco da Espanha após análises de dados dos meses de julho e agosto. O chefe do governo espanhol José Luis Rodriguez Zapatero já havia adiantado que os resultados do PIB do país no terceiro trimestre seriam provavelmente “piores” que os do trimestre anterior. O governo, no entanto, garante que nenhum trimestre deste ano sera negativo, comparado ao ano anterior.

No ritmo anual, o governo continua com previsões de uma ligeira queda de 0,3% do PIB em 2010.

Segundo o Banco da Espanha, a queda da atividade econômica do país sera reflexo do fim de determinadas medidas de apoio do governo e aos efeitos do aumento do imposto sobre produtos e serviços, a TVA.

O reajuste, em vigor desde o dia 1° de julho, foi adotado no âmbito das medidas adotadas pelo governo para limitar o déficit público.

Na próxima quinta-feira o primeiro-ministro Zapatero envia ao parlamento o projeto de orçamento de 2011, marcado pelo rigor nas contas públicas.

França

Pelo menos na França, a situação parece melhor. O INSEE, instituto oficial de estatisticas francês, reviu para cima a previsão de crescimento do PIB francês neste ano. A nova projeção indica um crescimento de 1,6% do Produto Interno Bruto para este ano. A previsão anterior era de 1,4%.

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