G20/guerra cambial

Ministros das Finanças do G20 concordam em evitar guerra cambial

Foto de família do G20, em Gyeongju, no dia 22 de outubro de 2010.
Foto de família do G20, em Gyeongju, no dia 22 de outubro de 2010. REUTERS/Jo Yong-Hak

Depois de dois dias de reunião, ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20, concordam em reduzir desequilíbrios comerciais e evitar uma guerra cambial. Foi também aprovado um projeto de reforma do FMI.

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Os países do G20, representados por seus ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais, concordaram neste sábado em reduzir os desequilíbrios comerciais e evitar uma "guerra cambial", após dois dias de debates na Coreia do Sul. Também foi firmado um acordo para uma reforma histórica na governança do Fundo Monetário Internacional.

Países ricos e emergentes decidiram limitar os desequilíbrios de suas contas correntes e parar de intervir para desvalorizar suas moedas, com o objetivo de sustentar o crescimento mundial, segundo um comunicado divulgado após intensos debates na cidade de Gyeongju. A reunião também teve como objetivo preparar a cúpula do G20, que acontece nos dias 11 e 12 de novembro, em Seul, capital sul-coreana.

Os presidentes dos bancos centrais, reunidos em um clima tenso pelo risco de uma "guerra cambial", pediram sistemas com taxas de câmbio "determinadas em maior medida pelo mercado" e apelaram "para a resistência a todo o tipo de medidas protecionistas". Os Estados Unidos vinham pressionando a China por uma valorização do yuan, mantido artificialmente baixo para favorecer as exportações chinesas.

O autor do termo “guerra cambial”, o ministro das Finanças do Brasil, Guido Mantega, não participou do encontro, nem o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.


Reforma da governança do FMI

A esperada reforma da governança do Fundo Monetário Internacional (FMI) é "a mais importante já adotada", segundo seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, que falou de um "acordo histórico". O projeto de reforma, que ainda deve ser ratificado pelo Conselho de Administração do FMI, aumenta o capital da instituição, os assentos dos países emergentes no Conselho e amplia suas atribuições quanto à vigilância das políticas monetárias dos Estados.

Como consequência desta reforma, os dez principais países da instituição serão Estados Unidos, Japão, quatro europeus (Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália) e as principais potências emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China). O G20 também concordou em reformar o sistema bancário e as grandes instituições financeiras acusados de provocar a crise de 2008/2009.
 

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