Cúpula da Asean

Países da Ásia pedem coordenação para enfrentar guerra cambial

A cúpula da Asean aconteceu em Hanoi, Vietnã.
A cúpula da Asean aconteceu em Hanoi, Vietnã.

Os dirigentes da Associação de Nações du Sudeste Asiático (Asean), reunidos em Hanoi, no Vietnã, pediram hoje cooperação aos bancos centrais da Ásia para acalmar as tensões regionais ligadas ao mercado de câmbio.

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Os líderes asiáticos constataram que a região precisa adotar um discurso comum sobre a questão, para tentar prevenir uma "guerra de moedas", na expressão utilizada anteriormente pelo ministro brasileiro das Finanças, Guido Mantega.

Enquanto os Estados Unidos e países europeus acusam a China de manter o yuan desvalorizado artificialmente, outros países asiáticos sofrem com a valorização de suas moedas que, desde o início do ano, vêm prejudicando suas exportações.

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, e o premiê das Filipinas, Benigno Aquino, pediram melhor coordenação aos colegas asiáticos e afirmaram que os Bancos Centrais e os ministros das Finanças da região precisam coordenar melhor suas políticas.

Impotentes na hora de influenciar a política monetária das grandes potências mundiais, os países do sudeste da Asia são as principais vítimas de uma possível "guerra cambial". O aumento do fluxo de capital estrangeiro nesses países provocou uma alta rápida das bolsas e do mercado imobiliário, alimentando, assim, os temores de um aumento da inflação e da formação de uma bolha especulativa na região.

A Asean reúne 16 países do sudeste da Asia, entre eles, Indonésia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Cingapura e Malásia. A cúpula foi criada em 2005 para servir de contrapeso à influência do gigante chinês. Os Estados Unidos e a Rússia vão seguir de perto as discussões, com a participação do presidente Dmitri Medvedev e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
 

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