Economia

Crescimento da economia mundial é mais lento do que o previsto, diz OCDE

Economia dos 30 países da OCDE deve crescer entre 2,5% e 3% este ano.
Economia dos 30 países da OCDE deve crescer entre 2,5% e 3% este ano. OCDE

A recuperação econômica mundial é mais lenta do que o previsto, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira, em Paris, pela OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

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Segundo o documento, o ritmo de crescimento dos 30 países da OCDE diminuiu desde o início do ano e a recuperação tem sido mais lenta do que o estimado anteriormente devido, principalmente, à extinção dos planos de retomada do crescimento adotados a partir de 2008 para lutar contra a crise mundial.

De acordo com as novas estimativas, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países da OCDE vai crescer, este ano, entre 2,5% e 3%. Para 2011, a previsão de crescimento é de 2% a 2,5%, um pouco menor do que a estimativa anterior, quando os analistas da organização apostavam em uma aceleração da economia de 2,8%.

O índice de desemprego também deve permanecer elevado. Depois de um pico de cerca de 8,5% este ano, os países da OCDE devem registrar uma taxa de desemprego de 7,25% em 2012.

Nos Estados Unidos, onde o governo dispõe de uma "maior margem de manobra em sua política fiscal", o crescimento será mais vigoroso, mas somente a partir de 2012, quando o PIB deve crescer entre 2,75% e 3,25%.

O relatório da OCDE também estima que ainda é cedo para a adoção de políticas monetárias mais restritivas. Os bancos centrais das principais economias mundiais devem esperar até 2012 para elevar as taxas de juros que foram progressivamente reduzidas para incentivar o crescimento econômico.

Os analistas também alertam para o nível da dívida e déficit públicos dos países da organização, que se tornaram, segundo o relatório, insuportáveis. "A simples estabilização da dívida na maioria dos países do grupo vai exigir um esforço histórico, equivalente a algo entre 6% e 8% do PIB", ponderou o secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría, durante entrevista coletiva, em Paris.

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