China/Portugal

Hu Jintao deixa Portugal sem comprar papéis da dívida pública

O presidente chinês, Hu Jintao em coletiva de imprensa com o presidente português, Anibal Cavaco Silva durante visita de dois dias a Portugal.
O presidente chinês, Hu Jintao em coletiva de imprensa com o presidente português, Anibal Cavaco Silva durante visita de dois dias a Portugal. Reuters

A viagem do presidente chinês, Hu Jintao, a Portugal terminou com promessas de ajuda à economia portuguesa em crise. O líder chinês e o primeiro-ministro português, José Sócrates, assinaram diversos acordos de cooperação e parcerias nas áreas de telecomunicação, turismo, educação, finanças e energias renováveis, mas nenhum contrato foi assinado.

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Hu Jintaou deixou Portugal sem se comprometer com uma ajuda efetiva a Portugal como esperava Lisboa. Ao contrário da França, onde foram assinados vários contratos, Portugal ficou apenas com promessas. A expectativa do anúnico de que Pequim iria comprar títulos da dívida portuguesa, assim como havia feito com a Grécia, também não se confirmou.

Em entrevistra coletiva, Hu Jintao disse que a China está disposta a apoiar com medidas medidas os esforços de Portugal para reduzir o impacto da crise, sem dar, porém, detalhes. Mas, segundo a imprensa portuguesa, as negociações para uma maior participação chinesa na economia portuguesa podem avançar. São esperados projetos de parceria para futuros investimentos chineses em um porto de águas profundas no sul do país e também da entrada de capital chinês ns setores de energia e bancos.

O presidente do grupo EDP, Energias de Portugal confirmou o interesse da companhia chinesa CPI em se tornar acionista preferencial do grupo. As duas empresas assinaram, neste domingo, um acordo de cooperação no setor de energias renováveis que prevê um apoio da EDP à chinesa CPI na Europa, na África e no Brasil. Durante sua visita, o presidente chinês também manisfestou o interesse em contar com a experiência de Portugal para desenvolver negócios com muitos países lusófonos como Brasil e Angola.

Desequilíbrio

Ao final da viagem, Portugal e China se comprometaram a dobrar até 2015 o volume de trocas comerciais. Em 2009, Portugal exportou 22 milhões de euros para a China e, no mesmo período, importou mais de 1 bilhão euros de produtos chineses.

A visita de Hu Jintao ao país provocou protetos da oposição. O Bloco de esquerda pediu esclarecimentos ao governo sobre uma mudança do local do protesto da ONG Anistia Internacional. Prevista para acontecer no Mosteiro dos Jerônimos, a manifestação foi desviada para a Torre de Belém, um local isolado e de menos visilidade.

 

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