Economia

China e Espanha assinam contratos de 5,6 bilhões de euros

da esquerda para direita: O vice primeiro-ministro chinês Li Keqiang e o chefe de governo José Luiz Rodrigues Zapatero.
da esquerda para direita: O vice primeiro-ministro chinês Li Keqiang e o chefe de governo José Luiz Rodrigues Zapatero. ©Reuters

Em visita à Espanha, o vice-primeiro ministro chinês Li Keqiang prometeu comprar mais títulos do Tesouro do país, que continua fragilizado pela crise do euro, despertando a desconfiança dos investidores. Durante uma reunião com empresários espanhóis e chineses, o vice-premiê também anunciou que os dois países fecharam  contratos e acordos comerciais no valor de 5,6 bilhões de euros.

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A visita e as garantias do vice-primeiro-ministro chinês Li Keqiang à Espanha refletem mais uma vez a vontade de Pequim de ajudar os europeus a superarem a atual crise financeira. Keqiang afirmou ter confiança nos esforços do governo espanhol para superar as dificuldades econômicas e orçamentárias enfrentadas pelo país desde meados de 2008.

A China não reduziu sua carteira de títulos do Tesouro espanhol e vai continuar a comprar novos títulos em função das condições de mercado, garantiu o visitante chinês. A ajuda chinesa pode aliviar as pressões sobre a zona euro a curto prazo, mas não vai resolver os problemas estruturais profundos nem da Espanha e nem da Europa, dizem os analistas. Até agora, China e União Europeia não revelaram o montante das aquisições chinesas de títulos do Tesouro de países europeus; a maioria das compras envolveria bônus das dívidas de países considerados estáveis como a Alemanha e a França.

Os economistas analisam que a China tenta, com essa estratégia, reforçar sua relação com a Europa e dar uma imagem de potência responsável; mas, no fundo, um dos seus principais interesses em investir no estrangeiro seria não aumentar sua enorme reserva de divisas que atinge US$2,6 trilhões e alimenta a inflação no país.

 

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