Tunísia/Crise

Moody’s abaixa nota da Tunísia

Milhares de tunisianos voltam às ruas, agora para protestar contra a permanência de ex-integrantes do antigo regime no novo governo de transição
Milhares de tunisianos voltam às ruas, agora para protestar contra a permanência de ex-integrantes do antigo regime no novo governo de transição Reuters

A agência de classificação de riscos Moddys abaixou hoje a nota da dívida da Tunísia, devido à crise política e social que tomou conta do país. O setor do turismo, um dos mais rentáveis do país, vem sendo prejudicado desde o início das manifestações que culminaram na queda do ditador Ben Ali.

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A decisão de abaixar as notas da dívida da Tunísia e do seu Banco Central em 1 ponto foi justificada pela instabilidade política e econômica do país com a mudança inesperada de regime. A queda do ditador Ben Ali e as incertezas sobre a nova formação do governo podem afetar o crescimento econômico da Tunísia e as receitas fiscais, explica um comunicado da agência Modd'ys. Isso porque o país depende de investimentos estrangeiros e do setor do turismo, que vem sendo prejudicado desde o início das violentas manifestações em dezembro do ano passado. Milhares de turistas foram repatriados às pressas por agências de viagens internacionais, principalmente na Europa.

Outras duas agências de classificação de risco, a Standards and Poor's e a Fitch, também anunciaram suas intenções de rebaixar a nota tunisiana. A nota dada pela Moody's, considerada média, significa que o país está no limite ainda aceitável de capacidade de honrar suas dívidas.

Por enquanto, os analistas dizem que a situação não é desesperadora, já que a Tunísia possui 6 bilhões de dólares de reserva e, este ano, terá que pagar dívidas que não ultrapassam os 775 milhões de dólares. Atualmente, a dívida pública é de 39% do Produto Interno Bruto e o país registrou um crescimento de 3,8% em 2010.
 

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