FMI/Economia

Economia mundial vai crescer mais que previsto em 2011, segundo FMI

Reuters

Neste ano a economia mundial deve crescer mais do que era previamente antecipado. De acordo com o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais do FMI, o PIB global deve expandir 4,4% em 2011 - 0,2 ponto percentual a mais do que o último relatório, divulgado em outubro, apontava.

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Da correspondente em Washington, Raquel Krahenbuhl

Uma atividade econômica mais forte no segundo semestre de 2010 e novas políticas de estímulo econômico adotadas pelos Estados Unidos impulsionaram uma melhora do indicador. Só a economia dos Estados Unidos teve uma revisão de 0,7 ponto percentual a mais no crescimento de 2011 – o PIB deve aumentar 3% este ano.
 

Os países avançados terão uma expansão modesta, mesmo assim o Fundo Monetário Internacional aumentou a projeção de crescimento do grupo para este ano – agora de 2,5% - 0,3 ponto percentual a mais. A projeção de crescimento para os países da Zora no Euro segue a mesma - 1,5 % em 2011. A França deve expandir 1,6% este ano.
 

O FMI alertou que o crescimento destes países continua fraco, a taxa de desemprego se mantem alta e novas tensões na zona do euro estão ameaçando a recuperação econômica – que ainda é desigual em todo o mundo. O Fundo reforçou que os países em desenvolvimento e emergentes serão os principais motores do crescimento mundial – com expansão de 6,5% neste ano.
 

O crescimento do Brasil foi revisado para cima. Em outubro o FMI indicava crescimento de 4,1% neste ano, agora, a projeção é de expansão de 4,5%. Os países da África Subsaariana devem ter crescimento robusto de 5,5% em 2011. Os problemas para alguns países deste grupo podem ser as pressões inflacionárias e também o superaquecimento causado em parte por um forte fluxo de capital.
 

O economista-chefe do FMI Olivier Blanchard advertiu que para a recuperação econômica se fortalecer são necessárias também ações rápidas para superar os problemas das dívidas soberanas na área do euro, e ainda politicas para solucionar desequilíbrios fiscais e reformar o sistema financeiro nas economias avançadas.
 

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