Davos/Economia

Otimismo marca encerramento do Fórum de Davos

O Fórum Econômico Mundial de Davos termina neste domingo com um tom surpreendentemente otimista para a economia global. A atmosfera melhorou, mas há desafios importantes pela frente.  

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Deborah Berlinck, de Davos, especial para a RFI

Neste sábado, em um painel que reuniu representantes de países ricos e das duas economias emergentes mais dinâmicas, Índia e China, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, fez um alerta: o crescimento rápido no mundo emergente, além da inflação, pode criar potencialmente “bolhas” e, com isso, o risco de que estas bolhas possam explodir. Zoellick não mencionou o país, mas na cabeça de todos estava a China, onde teme-se uma bolha no mercado imobiliário.

Um alto representante do governo da Índia, Montek Ahluwalia, admitiu que a inflação virou um grande problema no país. A Índia deve crescer 8.5% neste ano e o governo espera um crescimento de 9% em 2012. Mas a inflação indiana atingiu 8.5% em dezembro, mais do que esperado. Ahluwalia disse que o governo, para corrigir isso, reverteu completamente a política frouxa e está acabando com os estímulos fiscais.

Os chineses, que cresceram 10% em 2010, também estão preocupados com a inflação. Mas, segundo Yu Yonding, da Academia Chinesa de Ciências, apesar da inflação e do risco de uma bolha imobiliária, o país vai caminhar para mais uma década de crescimento sustentável. Por outro lado, ministros de vários países, entre eles, o brasileiro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, assumiram um compromisso de tentar concluir a Rodada de Doha este ano. Os ministros fizeram um cronograma de trabalho.

 

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