FMI/Sucessão

Lagarde defende participação de chineses na direção do FMI

A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, em visita na China, procura apoio para liderar o FMI.
A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, em visita na China, procura apoio para liderar o FMI. Reuters

Em seu segundo e último dia de visita a Pequim, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, defendeu a participação de chineses na direção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na capital chinesa, Lagarde se encontrou com o presidente do Banco Central local e várias autoridades políticas, como o chefe da diplomacia, Yang Jiechi.

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A ministra francesa visitou a China após ter passado pelo Brasil e a Índia. Ela disse ter saído confiante após reuniões nos três países e garantiu que as potências emergentes devem ser melhor representadas no Fundo, especialmente a China. Ontem, após se reunir com Lagarde, o chefe da diplomacia chinesa, Yang Jiechi, disse que "a disputa para o cargo segue aberta, com vários candidatos concorrendo à vaga".

O prazo para a apresentação de candidaturas termina amanhã, 10 de junho. Até o momento, Lagarde tem como rivais os presidentes dos bancos centrais do México, Agustín Carstens, e do Casaquistão, Grigori Marchenko.

O governo francês afirma que Lagarde tem o apoio do G8, o grupo dos países mais industrializados do mundo mais a Rússia. O Brasil ainda não se pronunciou oficialmente, mas também tende a apoiar a francesa. Na terça-feira, vários países latino-americanos (Belize, Bolívia, Colômbia, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela) declararam apoio à candidatura mexicana.

Crise na zona euro

Na China, Lagarde fez um apelo para que a classe política grega se una a fim de resolver a crise da dívida do país, assim como fizeram os partidos políticos de Portugal. A ministra elogiou os dirigentes e partidos políticos portugueses que se comprometeram a respeitar a condições do empréstimo de 78 bilhões de euros negociado com a União Europeia e o FMI. Ela diz esperar que a Grécia faça o mesmo, condição considerada por ela essencial para restabelecer a confiança do país. O primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, não conseguiu convencer os partidos políticos sobre cortes no orçamento.

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