Fundo Monetário Internacional

Ministra francesa ganha apoio do Egito e Indonésia para direção do FMI

Os três candidatos à direção do FMI :  o mexicano Agustin Carstens, a francesa Christine Lagarde e o israelense Stanley Fischer.
Os três candidatos à direção do FMI : o mexicano Agustin Carstens, a francesa Christine Lagarde e o israelense Stanley Fischer. AFP/RAVEENDRAN/JEAN-CHRISTOPHE VERHAEGEN/ERIC PIERMONT

A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, continua sendo a candidata favorita para a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), apesar do anúncio surpresa da candidatura do israelense Stanley Fischer, feita na noite deste sábado. Neste domingo, ela ganhou o apoio de mais dois países: Egito e Indonésia.

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A ministra francesa prossegue seu giro internacional em busca de apoio, principalmente dos países emergentes. Neste domingo, esteve no Egito, depois de passar por países como o Brasil, Índia, China, Portugal e Arábia Saudita.

Lagarde já tem também o apoio declarado dos países europeus, o que significa 7 dos 24 países que votam no Conselho do Fundo, ou seja, 28,10% do total dos votos necessários, de acordo com o peso de cada país. Ela também recebeu o apoio da Arabia Saudita, dos países da chamada Africa Subsaariana, ao sul do deserto do Saara, da Geórgia e das Ilhas Maurício.

Os Estados Unidos, que sozinhos detêm 17% dos votos, e os emergentes China, Rússia, India e Brasil, ainda não se declararam oficialmente, mas os cinco países já deram sinais de que pretendem apoiar a candidatura da francesa.

Segundo reportagem divulgada ontem pelo jornal Estado de Sao Paulo, o Brasil teria decidido apoiar oficialmente Christine Lagarde.

A direção do FMI ficou vaga depois que o francês Dominique Strauss-Khan teve que deixar o cargo, acusado de abuso sexual nos Estados Unidos.

Também disputam o posto o presidente do Banco Central do México, Augustin Carstens, e o presidente do Banco Central de Israel, Stanley Fisher.
 

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