Análise Reuters

Brasil não sabe colher frutos do crescimento econômico, diz artigo

Com a saída de Palocci, a presidente Dilma terá ainda mais dificuldades para cortar gastos públicos, diz artigo.
Com a saída de Palocci, a presidente Dilma terá ainda mais dificuldades para cortar gastos públicos, diz artigo. REUTERS/Ricardo Moraes

O Brasil está entre os países que são incapazes de colher os frutos de seu crescimento econômico. Essa é a análise negativa feita nesta segunda-feira pela agência Reuters e publicada na França pelo jornal Le Monde.

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O artigo considera que uma das principais dificuldades do governo brasileiro será conter o aumento do gasto público, necessário para frear o superaquecimento da economia.

Embora o analista da Reuters considere que as elevadas taxas de juros brasileiras se justificam para conter a inflação, ele também lembra que a política monetária do governo contribuiu para a supervalorização do real e para o aumento maciço da entrada de capital estrangeiro.

O Brasil, assim como os outros países dos BRICS, quer dizer, Rússia, Índia, China e Africa do Sul, devem, então, aumentar o superávit das contas públicas, como meio de frear o superaquecimento da economia. O artigo estima que o Brasil deveria seguir essa premissa, mas salienta que o governo brasileiro não consegue controlar os gastos públicos.

"Apesar dos tímidos esforços feitos em 2011 para colocar ordem na política orçamentária, o superávit não é para já. O superávit primário (montante economizado pelo governo para o pagamento dos juros da dívida) deve se aproximar de 3% do PIB, o Produto Interno Bruto do país", diz o artigo.

O projeto de aumento de 13% do salário mínimo, que consta da lei orçamentária 2013, e a demissão do ministro Antônio Palocci devem complicar ainda mais a tarefa da presidente Dilma Rousseff de frear os gastos públicos, conclui a Reuters.

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