Grécia/ crise

Com nota rebaixada, créditos da dívida grega podem ser prolongados

O comissário europeu dos Assuntos Econômicos, Olli Rehn.
O comissário europeu dos Assuntos Econômicos, Olli Rehn. Reuters

As negociações para um novo plano de salvamento da economia grega se baseiam no princípio de troca de títulos da dívida do país e prolongamento dos créditos concedidos pelos bancos. As duas medidas estudadas teriam caráter voluntário e foram divulgadas pelo comissário europeu para dos Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, em entrevista a um jornal alemão.

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A ideia, apoiada pela Alemanha, é alvo de controvérsia na Comissão Europeia, já que o aumento dos prazos de reembolso da dívida poderia ser considerado como mais um crédito de ajuda à Grécia, aos olhos dos investidores e agências de notação.
Nesta terça feira, os ministros das Finanças da zona euro se reúnem mais uma vez, em Bruxelas, para tratar sobre o futuro da Grécia, que ontem teve a nota de dívida a longo prazo rebaixada de B para CCC pela agência de classificação de riscos Standard & Poor's. A agência estima que o país corre um alto risco de ter de renegociar sua dívida, e afirma que a perspectiva econômica para os próximos 12 a 18 meses é "negativa". Com a nota CCC, os gregos, que agora possuem a pior nota de crédito do mundo, ficam a apenas três classificações da nota mais baixa da Standard & Poor's, a D, que significaria a moratória. Mas a agência advertiu que poderia estabilizar a nota CCC se a zona euro encontrasse uma saída para estabilizar o país.
O ministro das Finanças grego, Georges Papaconstantinou, reagiu ontem ao rebaixamento, afirmando que a agência ignorou as negociações que acontecem entre a União Europeia e o FMI para encontrar uma solução. Na semana que vem, um encontro dos chefes de Estado e de governo dos países membros da União Européia vai debater a situação grega.
 

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