FMI/Sucessão

FMI detém apenas candidaturas de Lagarde e Carstens

Christine Lagarde e Agustín Carstens, os dois candidatos finalistas para ocupar o cargo de diretor-gerente do FMI.
Christine Lagarde e Agustín Carstens, os dois candidatos finalistas para ocupar o cargo de diretor-gerente do FMI. Reuters

A lista oficial de candidatos ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) traz apenas dois concorrentes: a francesa Christine Lagarde e o mexicano Agustín Carstens. O nome do presidente do Banco Central de Israel, Stanley Fischer, que anunciou sua candidatura no último momento, não está na lista oficial.

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O FMI divulgou a lista oficial de candidatos para o cargo de diretor-gerente da instituição na noite desta segunda-feira. A favorita para ocupar um dos cargos econômicos e financeiros mais importantes do mundo é a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, que traz com ela o apoio da União Europeia, detentora de quase um terço dos votos no Fundo.

O governador do Banco Central de Israel, Stanley Fischer, lamentou que seu nome tenha sido descartado da disputa por causa de sua idade. Fischer tem 67 anos e o regulamento interno do FMI exige uma idade máxima de 65 anos para o exercício da função mais importante do Fundo.

Em passagem por Washington nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, admitiu que tem poucas chances de derrotar a ministra francesa. Ele falou que a Europa tinha escolhido um candidato antes mesmo de o processo de seleção começar. “É como começar um jogo de futebol perdendo por 5 pontos. Se você começa com um 5 x 0, as chances de vencer são mínimas”, afirmou.

Carstens, que tem o apoio de alguns países da América Latina, também teve um encontro privado com o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner. Depois da reunião, ele contou que o americano não se comprometeu a apoiar nenhum dos candidatos.

Os Estados Unidos, ainda em silêncio, enfrentam um dilema. Por um lado, têm defendido mais representatividade para as economias emergentes e uma reforma de governança na instituição – o que favoreceria Carstens. Por outro lado, querem garantir a posição número dois no Fundo, que é mantida graças ao acordo tradicional com os europeus – isto favoreceria Lagarde.

Se a tradição prevalecer na decisão americana e Lagarde conseguir o respaldo dos Estados Unidos, que controlam mais votos do que qualquer outro país membro da instituição, ela pode receber quase a metade dos votos.

Nos próximos dias, a diretoria-executiva do FMI vai se reunir com os candidatos em Washington e depois volta a se reunir para discutir os pontos fortes de cada um. O objetivo do Fundo é completar o processo de seleção até o dia 30 de Junho.

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