Grécia/ crise

Primeiro-ministro grego consegue apoio do Parlamento

O ministro grego das Finanças, Evangelos Vénizelos, e o primeiro-ministro, Georges Papandreou, depois de conseguirem um voto de confiança no Parlamento.
O ministro grego das Finanças, Evangelos Vénizelos, e o primeiro-ministro, Georges Papandreou, depois de conseguirem um voto de confiança no Parlamento. Reuters

Líderes europeus reagiram com alívio ao voto de confiança recebido pelo governo grego. Apesar dos protestos que reuniram 20 mil pessoas no centro de Atenas, os parlamentares aprovaram a moção de confiança ao governo, uma vitória que representa um sinal verde para a adoção de um plano de austeridade exigido pela União Europeia e o FMI para desbloquear uma nova ajuda financeira ao país.

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Dos 300 deputados, mais da metade, 155, confirmou seu apoio ao primeiro-ministro socialista, Georges Papandreou, que na semana passada promoveu uma grande mudança em seu gabinete para acalmar as tensões políticas inclusive dentro de seu próprio partido, o Pasok, que votou em bloco a favor do governo. Durante a votação, cerca de 20 mil manifestantes contra as medidas econômicas cercaram o Parlamento, na praça Syntagma. A polícia controlou de perto o protesto, que aconteceu sem incidentes.
“Se nós tivermos medo, se deixamos passar essa oportunidade, a História nos julgará severamente”, declarou Papandreou pouco antes da votação, ontem. O resultado positivo provocou uma ligeira alta do euro.
Um dos primeiros europeus a reagir, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse que após o apoio do Parlamento grego, Papandreou deve agora se concentrar nas reformas. O governo espera que o Parlamento vote até o próximo dia 30 o plano de austeridade que prevê diversas medidas para economizar até 28 bilhões de euros em despesas nos próximos cinco anos. A aprovação do plano é uma das condições para o Fundo Monetário Internacional e o bloco europeu liberarem uma parcela de 12 bilhões de euros para a Grécia, fundamentais para o país conseguir honrar compromissos financeiros de curto prazo. As principais medidas são privatizações, aumento de impostos e corte de custos.
A chanceler alemã, Angela Merkel, reagiu com otimismo à votação e voltou a sugerir a contribuição de credores privados para ajudar a Grécia a superar as dificuldades financeiras. “A competitividade da Grécia precisa ser melhorada e o governo precisa tomar as boas decisões no Parlamento”, avaliou.
 

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