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Estados Unidos/Dívida

EUA não vão dar calote na dívida, garante secretário do Tesouro

O secretário do Tesouro norte-americano,  Timothy Geithner.
O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner. Reuters/Jason Reed
Texto por: Ana Carolina Dani
3 min

O secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, garantiu, neste domingo, que os Estados Unidos não deixarão de pagar sua dívida. Republicanos e democratas não conseguem chegar a um acordo para elevação do teto legal da dívida e o Tesouro afirma que não poderá mais arcar com seus compromissos a partir de 2 de agosto.

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"Não vamos nos tornar inadimplentes e os membros do Congresso compreendem isso", afirmou Geithner, repetindo que um acordo deve ser encontrado até o dia 2 de agosto. Depois desta data, o Tesouro norte-americano afirma que não poderá mais garantir os compromissos tomados juntos a seus credores no mercado.

"Não há nenhuma possibilidade de dar mais tempo ao Congresso", insistiu o secretário norte-americano.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, anunciou, neste sábado, que renunciava a chegar a um "acordo amplo" sobre a divida com a Casa Branca. Em um comunicado, ele disse que iria, a partir de agora, se consagrar a encontrar medias de "menor amplitude" sobre a questão da dívida.

Republicanos e democratas discutem no Congresso um acordo orçamentário que permitiria elevar o teto da dívida, atualmente em US$ 14,3 trilhões (R$ 22,3 trilhões). O Congresso precisa elevar o limite de endividamento do país para evitar que um default, ou seja, suspensão de pagamento, recoloque o país na recessão e derrube os mercados financeiros.

Mas os congressistas não conseguem resolver o impasse. Os democratas insistem que aumentos de impostos sejam considerados, enquanto os republicanos argumentam que isso prejudicaria a já frágil recuperação da economia e exigem cortes de gastos.

FMI

Em entrevista transmitida neste domingo pela rede de tevê ABC, a nova diretora geral do FMI, Christine Lagarde, disse que um calote norte-americano teria consequências "deploráveis" para os Estados Unidos e para o resto do mundo. Segundo ela, será um "choque" e uma "péssima notícia" se as negociações entre democratas e republicanos não forem concluídas até o dia 2 de agosto.

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