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Dívida/ Estados Unidos

Senado dos Estados Unidos vota hoje plano decisivo para país não dar calote da dívida

No Capitólio, republicanos são minoria no Senado, mas maioria na Câmara dos Representantes.
No Capitólio, republicanos são minoria no Senado, mas maioria na Câmara dos Representantes. Flickr
Texto por: RFI
3 min

Depois de o Congresso americano ter entrado em um acordo sobre o projeto de elevação do teto da dívida dos Estados Unidos, hoje o Senado vai votar o plano, que inclui cortes nos gastos públicos e aumento do limite da dívida. As medidas vão evitar que o país dê calote nas suas obrigações, a um dia do prazo limite estipulado pelo governo.

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Atualmente, o teto é de 14,3 trilhões de dólares e o acordo prevê um alargamento de no mínimo mais 2,1 trilhões de dólares. O acerto entre republicanos e democratas foi anunciado pelo presidente Barack Obama, depois de uma longa e difícil negociação. Sem o aumento do limite de endividamente, o governo americano não poderia mais arcar com seus compromissos, como os pagamentos aos investidores, dos benefícios sociais e de prestadoras de serviços. O pacote deve passar sem problemas no Senado, onde a maioria é democrata.

Logo depois, o projeto será votado pela Câmara dos Deputados, de maioria republicana, entre hoje e amanhã. Ainda pairam dúvidas sobre o apoio dos deputados republicanos ao projeto, já que a ala mais conservadora demonstrou instatisfação com o acordo firmado ontem, mesmo se o líder do partido, John Boehner, disse aos colegas que o acerto “é bom” e convém aos anseios republicanos.

Um comitê bipartidário no Congresso se encarregou de apresentar, até o final de novembro, um projeto complementar para reduzir o déficit americano em 1,5 trilhão de dólares nos próximos 10 anos. O plano deve evitar que uma nova elevação do teto da dívida seja necessária no ano que vem, ano eleitoral nos Estados Unidos, e no seguinte.

No anúncio feito ontem, Obama não detalhou os números envolvidos, mas garantiu que os cortes colocarão as despesas domésticas "em um nível que nos permitirá fazer investimentos necessários para criar emprego, em setores como o educativo ou o de pesquisa".

Apesar do calote imediato ter provavelmente sido evitado, alguns investidores ainda têm dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos de enfrentar a grande dívida americana a longo prazo e o país ainda pode perder sua nota AAA - sinal de bom pagador -, alertam especialistas.

 

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