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Muro fiscal

EUA: acordo fiscal deve sair antes do fim do ano

Líder do Partido Republicano na Câmara, John Boehner é abordado por jornalistas na saída de reunião com Barack Obama
Líder do Partido Republicano na Câmara, John Boehner é abordado por jornalistas na saída de reunião com Barack Obama REUTERS/Joshua Roberts
Texto por: RFI
3 min

O presidente Barack Obama continua numa corrida contra o tempo para fechar um acordo fiscal com a oposição republicana, até 31 de dezembro. O acordo que o governo democrata busca com a oposição republicana deve elevar o teto da dívida nos Estados Unidos. Caso contrário, o país poderia enfrentar uma recessão no ano que vem pelo aumento automático de impostos e cortes nos gastos públicos.

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Ontem, Obama se reuniu na Casa Branca com o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, e propôs elevar os impostos somente para rendas acima de US$ 400 mil anuais, medida que seria associada a cortes nas despesas públicas, principalmente em programas sociais. Com isso, o país poderia economizar mais de um trilhão de dólares e reforçar os fundos dos cofres públicos. Analistas estão otimistas quanto à conclusão de um acordo até o dia 31.

A proposta é uma flexibilização da parte de Obama, que defendia piso de renda de US$ 250 mil para o aumento da alíquota. De sua parte, Boehner queria que o acréscimo incidisse somente sobre rendas superiores a US$ 1 milhão. Michael Steel, porta-voz do republicano, parabenizou - com certa dose de ironia - proposta de Obama. "Cada vez que o presidente se afasta das propostas irrealistas que fez anteriormente, ele dá um passo na direção correta", afirmou. Mas criticou as projeções da Casa Branca para o corte das despesas públicas, considerado leve demais pela oposição.

Em 1º de janeiro, as reduções de impostos votadas durante o governo George W. Bush expiram automaticamente, promovendo uma alta generalizada. Paralelamente, as despesas públicas devem ser revistas, incluindo aquelas da defesa e da saúde, de acordo com uma lei aprovada em 2011. Mas, os dois campos concordam em prolongar a política de reduções para a maior parcela da população americana. Outro ponto pacífico é a necessidade de uma reforma fiscal que leve a uma redução da dívida pública a longo prazo.

Todos os acordos alcançados entre Obama e Boehner devem ser rapidamente votados nas duas câmaras do Congresso antes do fim do ano. Nesta segunda-feira, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, advertiu seus correligionários: "Parece que retornaremos no dia seguinte ao Natal para terminar os trabalhos sobre o 'Muro Fiscal'". As lideranças republicanas na Câmara também já preparam seus partidários para trabalhar antes do ano novo.

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