Radar econômico

Agência avalia rebaixar nota da economia indiana para "especulativa"

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Premiê Manmohan Singh vai deixar o poder em 2014.
Premiê Manmohan Singh vai deixar o poder em 2014. Getty Images/Shekhar Yadav

Neste final de semana, a agência de classificação de riscos Standard & Poor's advertiu que a Índia tem uma chance em três de perder a sua nota soberana até o final do ano e ser classificada como economia "especulativa". Os indianos já têm a nota soberana mais baixa dos países do grupo BRICS, com BBB-, e o rebaixamento resultaria em um aumento dos juros para empréstimos e na redução da confiança dos investidores.

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A agência avalia que o país não está fazendo o necessário para baixar o déficit público, de 5,2% do PIB. O problema é que, diante da realização de eleições gerais no ano que vem, o governo está gastando mais do que devia para não perder eleitorado, como explica Raphael Gutmann, especialista na Índia na ESG Management School e consultor da Praxis International.

Outro fator que atrapalha um desempenho mais dinâmico é que a economia indiana permanece muito fechada para empresas estrangeiras. O consultor Rakesh Vaidyanathan, da The Jai Group, especialista em mercados emergentes, acha que, qualquer que seja o governo eleito, é preciso realizar reformas neste aspecto.

O economista Jean-Joseph Boillot, especialista na China e na Índia, lembra que a balança comercial negativa indiana é preocupante, mas destaca que todos os países estão enfrentando problemas atualmente, inclusive os emergentes como o Brasil e aprópria China. Para ele, a Índia a segue como um dos portos seguros da economia mundial.

Em 2012, a o país cresceu 5%, bastante abaixo das expectativas iniciais, de 8 a 9%.
 

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