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Economia

Aliança para o Pacífico deve ter mercado de livre comércio que Mercosul rejeitou

Áudio 04:11
Presidentes dos países que integram Aliança do Pacífico se reuniram na semana passada, na Colômbia.
Presidentes dos países que integram Aliança do Pacífico se reuniram na semana passada, na Colômbia. REUTERS/Jaime Saldarriaga
Por: Lúcia Müzell
6 min

Enquanto o Mercosul pena para destravar acordos internacionais, outro mercado comum na América Latina, a Aliança para o Pacífico, se desenha a passos largos entre México, Peru, Chile e Colômbia. Os países se reuniram na semana passada e abriram caminho para a entrada da Costa Rica no bloco, criado há um ano e que deve se transformar em uma área de livre comércio.

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O professor Carlos Sidnei Coutinho, economista da Universidade Federal da Integração Latinoamericana, o modelo do Mercosul é ultrapassado: foi baseado na união aduaneira, o que impede os países de negociarem parcerias bilaterais, e ainda tem se sobressaído mais como um bloco político do que econômico.

José Tavares, diretor do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento, não vê a Aliança para o Pacífico como uma ameaça para o Mercosul. Para ele, trata-se de uma oportunidade para Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela reformularem aspectos que travam o desenvolvimento do bloco.

Os países latino-americanos compram 40% dos produtos industrializados do Brasil. As diferenças comerciais ganharam força no Mercosul principalmente depois que a Argentina adotou, há um ano, barreiras às importações que afetam seus vizinhos do bloco, criado em 1991. As exportações brasileiras para a Argentina caíram 21% em 2012 e mais 10% no primeiro trimestre de 2013.

 

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