França/Economia

Economia francesa tem leve retomada, mas desemprego não recua

Fachada do Pôle Emploi em Paris
Fachada do Pôle Emploi em Paris REUTERS/Christian Hartmann

A atividade econômica na França deve crescer levemente na primeira metade de 2015, mas não será suficiente para uma retomada da geração de empregos ou da capacidade de investimento das empresas. Os dados foram divulgados agora há pouco pelo Instituto francês de Estatística e Estudos Econômicos (Insee), que prevê um crescimento de 0,4% do PIB francês no primeiro trimestre e 0,3% no segundo.

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A boa notícia é que estes dados significam um crescmiento de 1,1% com relação ao mesmo período de 2014. A má é que a taxa de desemprego, que já atingia 10% da população ativa no fim do ano passado, deve aumentar mais zero dois porcento na França metropolitana, atingindo seu maior nível desde 1997. Economistas e governo estimam que o PIB precisa progredir ao menos 1,5% para que o desemprego recue.

Poucas perspectivas

O próprio primeiro ministro, Manuel Valls, admitiu recentemente que com taxas inferiores a essa, "é difícil gerar emprego". O presidente François Hollande não acredita que haja uma progressão "inexorável" do desemprego, mas sabe que sem uma diminuição expressiva, sua plataforma para uma possível reeleição em 2017 fica seriamente prejudicada, já que essa foi uma de suas bandeiras na campanha.

"Esperamos uma leve alta no emprego total, da ordem de 20 mil empregos. Mas a população ativa deve crescer em cerca de 60 mil pessoas. Ou seja, o desemprego total deve subir, no mesmo ritmo dos trimestres anteriores", avalia Vladimir Passeron, chefe do departamento de conjuntura do Insee.

No final de fevereiro, o Pôle Emploi, que é o órgão francês responsável pela realocação de pessoas em situação de desemprego, contabilizava 3,49 milhões de pessoas sem nenhuma atividade remunerada na França metropolitana. Contando aqueles que fazem pequenos trabalhos, esse número sobe para 5,26 milhões.

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