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China / Bolsas / Volatilidade

Bolsas chinesas fecham após queda de 7% e desvalorização do yuan

Painel exibindo os índices asiáticos do mercado de ações, na Bolsa de Valores de Hong Kong, em 7 de janeiro de 2016.
Painel exibindo os índices asiáticos do mercado de ações, na Bolsa de Valores de Hong Kong, em 7 de janeiro de 2016. REUTERS/Bobby Yip
Texto por: RFI
2 min

As Bolsas da China voltaram a fechar nesta quinta-feira (7) após uma perda superior a 7%. É o segundo "curto-circuito" financeiro nesta semana no mercado chinês. O mecanismo que suspende automaticamente o pregão quando a queda supera os 5% interrompeu as operações nas bolsas de Xangai e Shenzen. Após uma paralisação de 15 minutos, a sessão foi retomada, mas acabou definitivamente suspensa quando a perda superou 7%.

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No momento da suspensão definitiva, às 9h58 local, o índice composto de Xangai perdia 7,32% ou 245,95 unidades, a 3.115,89 pontos. A Bolsa de Shenzhen, segunda principal da China, recuou 8,35% ou 178,08 pontos, a 1.955,88 unidades.

O mecanismo de suspensão dos negócios entrou em vigor na segunda-feira passada (4) - primeiro pregão do ano - para reduzir a volatilidade das bolsas chinesas e evitar a repetição do desastre ocorrido em meados do ano passado. A queda também está associada a uma nova desvalorização da moeda local, o yuan, anunciada hoje pelas autoridades chinesas. Outro fator de turbulência é que vence nesta sexta-feira (8), o prazo da proibição de venda de ações imposta a grandes acionistas durante o "crash" de junho de 2015, quando os títulos da Bolsa de Xangai perderam um terço do valor no intervalo de um mês.

A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quinta-feira em baixa de 2,33%. O índice Nikkei perdeu 423,98 pontos, a 17.767,34 unidades, o menor nível em três meses. Em Hong Kong, a bolsa fechou em queda de 3%. Mesma tendência foi registrada nas bolsas de Sidney, que registrou queda de 2,2%, e Seul, que recuou 1,1% no fechamento do pregão.

Situação geopolítica afeta atividades do mercado financeiro

Além da decisão das autoridades chinesas de reduzir a cotação de referência do yuan, a queda nos preços do petróleo e a situação geopolítica após o teste nuclear na Coreia do Norte contribuíram para a depreciação das ações.

As bolsas europeias são impactadas pela turbulência nos mercados asiáticos. A bolsa de Frankfurt começou o dia com a maior baixa: 3,1%. O índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou recuo de 2,5% no início das operações, enquanto Londres despencou 2,6%. O movimento de queda se acentuou ao longo da manhã. Até as bolsas de Estocolmo, Oslo e Helsinki caíam mais de 4% às 10h no horário local (6h no horário de Brasília).

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