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Elefantes/marfim

Quênia destrói 105t de marfim para combater massacre de elefantes

Quênia destroi 105 toneladas de marfim para lutar contra massacre de elefantes.
Quênia destroi 105 toneladas de marfim para lutar contra massacre de elefantes. REUTERS/Thomas Mukoya
3 min

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, ateou fogo a 105 toneladas de marfim no parque nacional de Nairóbi, neste sábado (30), um gesto simbólico de luta contra a caça predatória de elefantes. Foi a maior quantidade do chamado "ouro branco" jamais incinerado de uma única vez.

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Junto ao presidente do Gabão, Bongo Ondimba, e diante das câmeras do mundo todo, os dois líderes africanos, munidos cada um de uma tocha, acenderam o fogo de uma pirâmide formada por presas de elefante. Metade dos elefantes selvagens africanos vivem no Quênia e no Gabão.

No total, dez pirâmides de marfim e uma pilha de chifres de rinocerontes arderam em chamas, ou seja, cerca de 5% do marfim mundial. As 16 mil presas incineradas neste sábado representam quase toda a reserva de marfim queniano, constituída a partir 1989, quando foi proibido o comércio internacional do "ouro branco".

"Ninguém, repito, ninguém pode comercializar o marfim, porque esse comércio é sinônimo de morte para nossos elefantes e de morte para nosso patrimônio natural", declarou Kenyatta. Dirigindo-se aos caçadores ilegais, o presidente Bongo, por sua vez, advertiu: "Vamos por fim ao negócio de vocês e é melhor que se aposentem".

França defende proibição do comércio de marfim

Presente na cerimônia, a ministra francesa do Meio Ambiente, Ségolène Royal, anunciou que a França proibirá em breve o comércio de marfim. Ela acrescentou estar disposta a lutar por essa proibição a nível europeu.

Atualmente vivem na África entre 450 mil e 500 mil elefantes. A cada ano, cerca de 30 mil são abatidos por caçadores ilegais em busca de suas presas, segundo estimativas.
A esse ritmo, existe o risco de que a curto prazo esses mamíferos desapareçam do continente.

Apenas na Tanzânia, a população de elefantes encolheu drasticamente de cerca de 110 mil em 2009 a 43 mil em 2014, segundo números oficiais.

Para frear essa tendência, o presidente do Quênia, Kenyatta, presidiu na sexta-feira (29) uma cúpula que reuniu perto de Nanyuki (centro) vários chefes de Estado africanos e organismos de proteção dos animais.

Marfim só é útil para elefantes

"Acreditamos que o marfim não tem um valor intrínseco, razão pela qual decidimos queimar nossos estoques e mostrar a todo o mundo que o marfim só tem valor em um elefante", explicou o novo chefe dos serviços de fauna quenianos, Kitili Mbathi.

O tráfico de marfim, cujo comércio está proibido desde 1989 (com poucas exceções), é sustentado pela demanda asiática, principalmente na China, onde o quilo do marfim é negociado a cerca de mil euros.
A China, que endureceu há pouco tempo sua legislação sobre a importação do marfim, autoriza, no entanto, a venda do material comprado antes da proibição de 1989. Para os defensores dos elefantes, esse comércio legal pode servir como fachada para as importações clandestinas.
 

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