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Covid-19: American Airlines e EasyJet são as novas vítimas da crise que afeta setor da aviação

Com aviões no solo por causa da pandemia, companhias aéreas como a EasyJet tiveram que demitir parte de seus funcionários.
Com aviões no solo por causa da pandemia, companhias aéreas como a EasyJet tiveram que demitir parte de seus funcionários. REUTERS - ANDREW BOYERS
Texto por: RFI
3 min

A pandemia de Covid-19 que atinge severamente o setor aéreo continua fazendo estragos. As companhias aéreas American Airlines e EasyJet anunciaram nesta quinta-feira (28) planos de demissão em massa.

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A companhia aérea britânica de voos low coast EasyJet vai demitir 30% de seus funcionários, o que representa 4.500 pessoas. Já a American Airlines cortará 30% de seus postos administrativos e também prevê uma redução no número de pilotos e tripulantes. Com seus aviões estacionados em razão das restrições, as duas empresas engrossam a lista de companhias aéreas que terão que demitir uma parte de seu pessoal para enfrentar as consequências econômicas da pandemia de Covid-19.

Nos últimos dias, a Air Canada confirmou a demissão de mais da metade de sua equipe (pelo menos 19.000 pessoas), a British Airways prevê 12.000 cortes (30% de seu efetivo), a americana Delta Air Lines espera 10.000 demissões voluntárias (11%) e a escandinava SAS, 5.000 (40%). A americana United Airlines também anunciou cortes (3.450 empregos), assim como a britânica Virgin Atlantic (3.150), as irlandesas Ryanair (3.000) e Aer Lingus (900), a islandesa Icelandair (2.000), a belga Brussels Airlines (1.000), a húngara Wizz Air (1.000) e a Fiji Airways (758). Já a Kuwait Airways anunciou a demissão de 1,5 mil funcionários expatriados.

Do lado da produção aeronáutica, a americana Boeing anunciou o corte de 16.000 empregos, ou seja, 10% de sua força de trabalho na aviação civil, enquanto a fabricante de motores americana General Electric e sua concorrente britânica Rolls-Royce eliminaram 12.600 e 9.000 empregos, respectivamente.

Risco de falências

Outras empresas tiveram que ir além das demissões. A Latam, maior companhia aérea da América Latina, declarou-se em quebra em 26 de maio. A companhia, que tem 42.000 funcionários, pediu apoio à lei de recuperação judicial dos Estados Unidos, o que permite que uma empresa sem condições de pagar suas dívidas possa se restruturar sem a pressão dos credores. Duas semanas antes, a Avianca, a segunda companhia aérea da América Latina, recorreu à mesma lei.

A Virgin Austrália se declarou inadimplente em 21 de abril, depois que o governo australiano recusou o empréstimo de 1,4 bilhão de dólares australianos para que a empresa se mantivesse em funcionamento.

Nacionalizações e ajuda do governo

Algumas empresas apelaram para a ajuda dos cofres públicos. O governo alemão e a Lufthansa elaboraram em 25 de maio um pacote de resgate de € 9 bilhões, no qual o Estado se tornaria o maior acionista da empresa. Na quarta-feira (27), porém, a companhia considerou que as concessões exigidas em troca, por parte da União Europeia, são muito estritas e ainda não aprovou o acordo.

França e Holanda também socorreram a Air France-KLM com um plano que pode chegar a € 11 bilhões. A Suíça garantiu € 1,2 bilhão em empréstimos à Swiss e à Edelweiss, duas filiais da Lufthansa. Ainda na Europa, a Itália foi além e optou por nacionalizar a Alitalia.

A Air New Zealand obteve um empréstimo estatal de cerca de 900 milhões de dólares neozelandeses, enquanto Dubai e Turquia anunciaram, sem mais detalhes, que apoiariam a Emirates e Turkish Airlines, respectivamente.

A maioria das principais companhias aéreas americanas recorreu a um programa de apoio ao emprego lançado em março pelos Estados Unidos, do qual US$ 50 bilhões são destinados à aviação civil.

A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA, na sigla em inglês) estima que o impacto da pandemia no volume de negócios das companhias aéreas em 2020 será de US$ 314 bilhões, o que representa uma redução de 55% em relação a 2019.

Com informações da AFP

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