Acessar o conteúdo principal

OMC: Ação rápida de governos salvou o comércio mundial de um desastre, diz Azevêdo

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, faz um balanço do impacto da pandemia de Covid-19 na economia mundial.
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, faz um balanço do impacto da pandemia de Covid-19 na economia mundial. Fabrice COFFRINI / AFP
Texto por: RFI
2 min

O comércio mundial registrará um recuo histórico de 18,5% no segundo trimestre do ano, devido à pandemia do novo coronavírus, mas a queda será menos grave que o esperado graças à "reação rápida dos governos". A afirmação foi feita nesta terça-feira (23) pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo.

Publicidade

"O colapso do comércio que assistimos atualmente atinge níveis históricos. De fato é o mais pronunciado do qual temos conhecimento", disse o diplomata. "Mas há um importante aspecto positivo neste fenômeno, o de que poderia ter sido muito pior (...) mas não podemos nos permitir o luxo de cair na complacência", completou.

De acordo com as estatísticas da OMC, o volume de comércio de mercadorias caiu 3% em ritmo anual no primeiro trimestre. As estimativas iniciais para o segundo trimestre, durante o qual o vírus e as medidas de confinamento vinculadas afetaram grande parte da população mundial, apontam uma redução em ritmo anual de 18,5%, aproximadamente.

De acordo com Azevêdo, as decisões políticas foram "decisivas para amortecer o impacto sofrido pela produção e o comércio, e estas decisões continuarão sendo importantes para determinar o ritmo da recuperação econômica".

"Para que a produção e o comércio se recuperem com força em 2021, as políticas fiscal, monetária e comercial deverão manter o estímulo conjunto na mesma direção", insistiu.

Vendas de carros na Europa despencam

No momento em que a OMC indica um recuo menos dramático do comércio mundial, as montadoras europeias contabilizam grandes perdas. Devido à pandemia, as vendas de automóveis na Europa devem registrar queda de 25% em 2020. As vendas de carros novos na União Europeia (que não consideram mais o Reino Unido) passarão de 12,8 milhões em 2019 a 9,6 milhões em 2020, informou a Associação de Montadoras Europeias de Automóveis (ACEA) em um comunicado

Este é o primeiro retrocesso do setor europeu após seis anos consecutivos de crescimento. A previsão de queda havia sido antecipada no início do ano, mas a dimensão é muito maior devido à pandemia da Covid-19, que paralisou o comércio e as fábricas de automóveis desde março. Em janeiro, a ACEA, que reúne 16 montadoras da Europa, pensava que a queda no setor seria de 2% este ano.

Com informações da AFP

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.