Renault registra prejuízo histórico de 8 bilhões de euros em 2020

A montadora francesa Renault registrou uma perda recorde de € 8 bilhões no ano de 2020 marcado pela pandemia da Covid-19, mas vê sua salvação em seu novo plano estratégico.
A montadora francesa Renault registrou uma perda recorde de € 8 bilhões no ano de 2020 marcado pela pandemia da Covid-19, mas vê sua salvação em seu novo plano estratégico. REUTERS - STEPHANE MAHE

O grupo Renault registrou uma perda recorde de € 8 bilhões em 2020, ano que em o mercado automobilistico sofreu duras perdas com a epidemia de Covid-19, de acordo com os resultados publicados nesta sexta-feira (19). Para melhorar sua performance, o grupo aposta em um novo plano estratégico, que visa previlegiar a rentabilidade e não o volume de vendas.

Publicidade

A Renault registrou no primeiro semestre do ano passado perdas de € 7,3 bilhões, mas conseguiu limitar o prejuízo do segundo semestre a € 660 milhões. O volume de negócios teve um recuo de 8,9%, ficando em € 43,5 bilhões.

Esses valores se explicam principalmente por um ano ruim da parceira japonesa Nissan, em que a Renault detém 43% das ações, o que penalizou o grupo francês em perdas de € 4,9 bilhões. A Renault também registrou uma queda de 21,3% nas vendas em ritmo anual, com menos de 3 milhões de veículos vendidos.

"O ano de 2021 será desafiador, com a incerteza ligada à crise de saúde e também ao fornecimento de componentes eletrônicos", afirmou o CEO da Renault, Luca de Meo, citado em um comunicado.

Apesar do ano difícil, o grupo francês teve uma margem operacional de 3,5% no segundo semestre, “uma primeira etapa do reajuste do grupo”, afirmou o comunicado.

Aposta no futuro

Até 2025, a empresa espera melhorar sua rentabilidade vendendo menos veículos e fazendo economias, de acordo com seu plano chamado “Renaulution”, revelado em janeiro.

A falta de componentes eletrônicos asiáticos que atinge a indústria mundial pode, no entanto, atrasa a fabricação de 100 mil veículos.

O plano de De Meo visa liberar mais de 3% de margem operacional até 2023. O grupo espera lançar uma nova ofensiva no segmento superior do mercado: dos 24 lançamentos previstos até 2025, a metade será de carros compactos e sedan, segmentos lucrativos, em que o grupo francês perdeu espaço, multiplicando as vendas de carros híbridos e elétricos.

Para De Meo, nos próximos meses, uma usina de baterias Renault para carros pode ser anunciada. Mas, em um contexto incerto, o grupo não publicou previsões para 2021.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.