Com participação virtual do Brasil, G20 das Finanças “prepara o mundo para o pós-pandemia”

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) chega a Veneza para a reunião do G20 das Fianças nesta sexta-feira, 9 de julho de 2021.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) chega a Veneza para a reunião do G20 das Fianças nesta sexta-feira, 9 de julho de 2021. Andreas Solaro AFP

O G20 das Finanças começa nesta sexta-feira (9) em Veneza, na Itália. Pela primeira vez deste o início da pandemia, o encontro é presencial, mas o ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, participa à distância. Segundo o Les Echos, a cúpula “prepara o mundo do pós-pandemia”.

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Os ministros da Economia e os presidentes dos bancos centrais do grupo dos 20 países mais ricos do planeta se reúnem nesta sexta e sábado (10) na cidade italiana. Esta é a primeira vez que o encontro acontece presencialmente desde de a Cúpula de Ryad, em fevereiro de 2020. Quase todos os representantes marcam presença. Entre as exceções, está o ministro brasileiro Paulo Guedes, que participa virtualmente do encontro.

Les Echos ressalta que este G20 das Finanças tem três prioridades: a retomada do crescimento mundial, o aquecimento global e a reforma tributária internacional. O grupo quer mobilizar US$ 100 bilhões suplementares para aumentar o capital do FMI e ajudar os países mais pobres.

Os ministros também devem ratificar o acordo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a criação de um imposto mínimo para multinacionais e chegar a um consenso sobre o financiamento para a luta contra as mudanças climáticas.

"O desafio de G20 é mostrar que o grupo tem consciência das mudanças ocorridas" depois da crise provocada pela pandemia da Covid-19, declarou o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, que participa presencialmente do encontro.

Para isso, será necessário união. O G20 deve evitar os riscos de divergência entre países ricos e em desenvolvimento sobre o plano de retomada do crescimento econômico, acredita o jornal francês. Graças às campanhas de vacinação, “as nações industrializadas começam a ver a luz no fim do túnel dessa crise pandêmica, mas o mesmo não acontece com os países menos favorecidos”, ressalta o texto.

Necessidade de ação conjunta

La Croix também salienta a necessidade de uma ação conjunta. O G20, que representa 85% do PIB mundial, se impôs desde a crise de 2008 como o fórum onde os países desenvolvidos e as grandes potências emergentes coordenam sua política econômica.

Desta vez, depois de 15 meses de crise sanitária, o objetivo é evitar que os países mais frágeis fiquem à deriva, aponta o jornal católico. A paralisia forçada da economia provocou a queda das receitas fiscais e o aumento das despesas em quase todo o mundo.

O risco é que os países mais pobres se vejam em uma situação de defaut de suas dívidas. "É um momento crítico que pede ações urgentes do G20", alerta a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva. Além do pacote de ajuda aos países pobres, ela pede uma aceleração da partilha e distribuição de vacinas.

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