Mais jovem piloto campeão de Fórmula 1, Vettel vira herói na Alemanha

O alemão Sebastien Vettel, da escuderia Red Bull vencedor do GP de Abu Dhabi.
O alemão Sebastien Vettel, da escuderia Red Bull vencedor do GP de Abu Dhabi. Reuters

Aos 23 anos, além de se tornar o mais jovem piloto campeão mundial da Fórmula 1, o alemão Sebastien Vettel, da Red Bull, se tornou também o mais novo herói de seu país. Enquanto os jornais da Alemanha celebram o feito inédito de mais um ídolo da Fórmula 1, na Espanha e Itália sobram críticas para o erro estratégico da Ferrari que tirou o título de Fernando Alonso.

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Milagre! Lágrimas! Campeão do Mundo!, estampou em título o popular Bild com uma foto do piloto comemorando sua vitória no GP de Abu Dhabi e o título inédito na sua carreira. Segundo o jornal, depois de Shumacker, a Alemanha ganhou um novo herói na Fórmula 1.

O diário conservador Die Welt ilustrando sua capa com uma foto de Vettel parecendo não acreditar no que estava vivendo, escreveu: "simplesmente inacreditável".

Já o Süddeutsche Zeitung destacou o erro tático da Ferrari que deixou o favorito Fernando Alonso com 4 pontos atrás de Vettel , amargando um doloroso segundo lugar na classificação geral.

O esportivo francês L'Equipe ilustra sua manchete de capa com o banho de champagne recebido por Vettel no pódio do circuito de Abu Dhabi no meio dos britânicos Lewis Hamilton e Jenson Button que chegaram em segundo e terceiro no último GP da temporada. O diário esportivo francês diz que ascensão do jovem piloto alemão aconteceu em três tempos e foi construída lentamente a partir de sua estreia, em junho de 2007 nos Estados Unidos onde ele marcou seu primeiro ponto na Fórmula 1 a bordo de uma BMW.
Alegria na Alemanha, frustração na Espanha, terra de Fernando Alonso e na Itália, sede da Ferrari.

A imprensa espanhola culpou a escuderia pelo fracasso. "Ferrari se engana, Alonso paga", foi a manchete do diário AS. Indignado, o jornal diz que a Ferrari ofereceu a Vettel o título que era de Alonso.
"O fiasco da Ferrari consagra Vettel", escreveu o La Vanguardia. Os espanhóis não se conformam com a decisão da escuderia de focalizar a atenção sobre Max Webber, que também disputada o título, e deixar Vettel livre para ganhar. A indignação pelo erro estratégico que fez Alonso perder o título, tendo chegado a última rodada como líder e favorito para levar o campeonato, chegou até o primeiro escalão do governo italiano. O ministro Roberto Calderolli, pediu a demissão do chefão da Ferrari, Luca de Montezemolo, responsabilizando-o pelo fracasso da escuderia que perdeu também o título do Mundial de Construtores para a Red Bull. Mais de 5 mil torcedores se concentraram em Maranello na sede da Ferrari na esperança de festejar um título que não veio.

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