Polícia suíça prende presidentes da Concacaf e da Conmebol em Zurique

Foto de arquivo do paraguaio Juan Angel Napout, presidente da Conmebol, detido em Zurique nesta quinta-feira (3).
Foto de arquivo do paraguaio Juan Angel Napout, presidente da Conmebol, detido em Zurique nesta quinta-feira (3). REUTERS/Jorge Adorno

Novas prisões foram realizadas nesta quinta-feira (3), em Zurique, na Suíça, no âmbito das investigações sobre corrupção na Fifa. Entre os detidos estão o hondurenho Alfredo Hawit, presidente da Concacaf (Confederação da América Central, do Norte e Caribe), e o paraguaio Juan Angel Napout, presidente da Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol). Eles são membros do comitê executivo da Fifa que está reunido desde ontem na sede de entidade.

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Segundo fontes judiciárias, Hawit e Napout, ex-vice-presidentes da FIFA, eram os principais alvos da operação. Eles são investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro, extorsão e fraude.

A polícia de Zurique se limitou a dizer que a operação seguiu instruções do Ministério Público Federal da Suíça. E o país afirma que os dois responsáveis foram detidos a pedido da justiça dos Estados Unidos. A suspeita é de que estes dirigentes receberam propina em troca da  negociações de direitos de marketing com a difusão de torneios na América Latina e dos jogos para as eliminatórias da Copa do Mundo.

Essa nova operação acontece seis meses depois da primeira fase de detenções de executivos da Fifa, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que aceitou ser extraditado aos Estados Unidos.

Prisões não alteram encontro

A Fifa confirmou, através de um comunicado, as operações ligadas aos processos na justiça dos Estados Unidos  e reafirmou que vai cooperar plenamente com os investigadores norte-americanos e suíços. A reunião do comitê executivo da federação prossegue normalmente, segundo a entidade.

O comitê termina hoje sua reunião de dois dias para avaliar reformas na entidade, que tem, entre os objetivos, tentar resgatar um pouco do prestígio perdido com os casos de corrupção. Entre as propostas, a Fifa estudar passar de 32 para 40 o número de equipes na disputa da Copa de 2026.

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