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Futebol/Europa

Fiasco do PSG na Liga dos Campeões põe fim a uma era do clube, diz imprensa

Kevin De Bruyne fez o gol da vitória e da classificação do Manchester City.
Kevin De Bruyne fez o gol da vitória e da classificação do Manchester City. Reuters / Darren Staples
4 min

A imprensa esportiva francesa não perdoa o Paris Saint-Germain após a derrota de 1 a 0 para o Manchester City, resultado que levou o time parisiense à quarta eliminação consecutiva na etapa das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa. Fiasco foi a palavra que melhor define o desempenho da equipe no jogo decisivo, disputado na casa do adversário. O capitão Thiago Silva é o único que escapa das críticas virulentas dos jornais e dos especialistas.

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O zagueiro brasileiro foi o mais bem notado pelo canal de notícias Eurosport, que deu 8 de média para Thiago Silva. Para o Le Parisien, ele mereceu 7 por não ter cometido erro algum e por sua iniciativa de levar a equipe ao ataque. O restante do grupo ficou muito abaixo do nível de uma equipe que pretende ser um das quatro melhores da Europa.

O lateral Serge Aurier, titularizado pela segunda vez após sua suspensão por insultos dirigidos aos seus colegas e ao treinador Laurent Blanc, foi mais uma vez o pior em campo, com 2,5 de nota segundo o Eurosport e 2 na análise do Le Parisien, que se referiu a mais uma noite de "pesadelo" para o jogador.

A escalação e as escolhas táticas do treinador Laurent Blanc foram alvos de comentários ácidos. O técnico francês assumiu "total responsabilidade" pela derrota e pelo fracasso nos gramados. A imprensa esportiva questiona se o futuro de Blanc, que teve contrato renovado até 2018, será mesmo no comando da equipe parisiense na próxima temporada.

O PSG afundou, segundo Le Parisien, que decreta o "fim de uma era" para a equipe. O problema não foi o Manchester City, mas o fracasso da geração Ibrahimovic e as escolhas "incompreensíveis" do treinador. Normalmente, Blanc trabalha com "90% de lógica", mas desta vez, ninguém entendeu suas escolhas, afirma o diário.

No jogo desta terça-feira, Laurent Blanc alinhou uma equipe com o esquema 3-5-2, nunca antes testado em uma competição, com os laterais Maxwell e Van der View apoiando o meio-campista Rabiot. A proposta foi "insana e inócua", afirma o diário. Para piorar, a saída de campo de Thiago Motta, devido a uma lesão, complicou o esquema que teve que ser remodelado para um 4-3-3.

Página virada

Segundo Le Parisien, com a eliminação da Liga do Campeões, uma página da história do clube é virada e de maneira dramática. Depois de receber investimentos € 558 milhões em cinco anos por parte dos proprietários do Catar, o time parisiense foi eliminado por um clube "gêmeo", ou seja, que também foi irrigado com dinheiro de um país petrolífero, o emirado de Abu Dhabi.

A derrota no campo dos Citizens deverá provocar a saída de uma geração de jogadores acima de 30 anos, que chegou ao PSG ao clube estimulados pelo projeto do Catar. Entre eles, os brasileiros Maxwell, Thiago Motta e Ibrahimovic, cujo contrato termina em junho.

Le Figaro afirma que esse time não mereceu chegar às semifinais da Liga dos Campeões da Europa. Nada aconteceu como previsto e a equipe foi inofensiva no ataque, estima o jornal. O fracasso é coletivo, mas as estrelas Ibrahimovic e o argentino Di María, contratado a peso de ouro para dar mais poder ofensivo à equipe, foram a imagem da decepção.

Sobre o atacante sueco, Le Figaro prevê que ele nunca conseguirá erguer o maior troféu de clubes da Europa, "salvo surpresa". O jornal afirma que seu pênalti desperdiçado, assim como um lance cara a cara com o goleiro no primeiro jogo, levaram a equipe ao caminho da eliminação.

Mas a maior falha, no entender de Le Figaro, foi de um homem só: Laurent Blanc. Sua decisão de revolucionar, com um sistema de jogo inédito, desestabilizou a equipe, afirma o texto.

"Que fiasco", resumiu em sua manchete o diário esportivo L'Équipe. A eliminação se tornou ainda mais amarga porque o PSG era um time com mais experiência do que seu adversário nas quartas de final da competição. A direção do clube francês ainda sofre uma espécie de humilhação devido à rivalidade dos dois países do Golfo Pérsico.

Apesar do futuro cenário ainda não estar muito claro, L'Équipe também dá como certa uma profunda renovação do efetivo do PSG.
 

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