Rio 2016/Judô

Técnico de Rafaela Silva: confiança na medalha veio na semifinal

Rafaela Silva no tatame da Arena Carioca 2.
Rafaela Silva no tatame da Arena Carioca 2. Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach
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Depois de celebrar com o público ainda no tatame, Rafaela Silva correu para um abraço forte e emocionado no seu treinador, Mário Tsutsui. Em lágrimas, a judoca pode enfim comemorar com seu técnico a conquista inédita, antes de ir para as arquibancadas se jogar nos braços de familiares, amigos e de membros da delegação brasileira de judô.

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Ainda sob o impacto da forte emoção pela conquista de sua atleta, Mário Tsutsiu lembrou do momento em que ele e Rafaela sentiram que o ouro estava mais próximo: foi após o combate contra a romena Corina Caprioriu, na segunda semifinal. Na primeira, minutos antes, a judoca da Mongólia Sumyia Dorjsuren já havia batido a japonesa Kaori Matsumoto, atual campeã mundial e olímpica.

“A luta mais complicada foi na semifinal, contra a romena. Depois dos quatro minutos, terminou empatada. Foi uma luta dura, travada e no golden score ela sentiu o nervosismo de ganhar a luta e ir para a final”, avaliou.

“Quando ela passou pela romena, e depois vendo que a mongol tinha ganhado, a gente ficou confiante. Sabíamos que tinha condições de chegar à medalha de ouro e foi isso que aconteceu”, comentou. “A gente não queria a japonesa na final. É uma atleta que traz dificuldades para a Rafaela”, explicou.

Rafaela Silva se emociona ao receber sua medalha de ouro.
Rafaela Silva se emociona ao receber sua medalha de ouro. REUTERS/Kai Pfaffenbach

Mario Tsutsui também destacou a rápida e ótima recuperação de Rafaela entre as duas lutas finais. A carioca lutou mais de sete minutos para chegar à final enquanto Sumyia liquidou sua luta em poucos segundos, após ter aplicado um surpreendente ippon sobre a japonesa.

Estratégia vencedora

O técnico disse também ter aproveitado a experiência de lutas anteriores entre as duas atletas para estabelecer uma estratégia que se mostrou bem sucedida. “Nossa estratégia foi de poder aproveitar as oportunidades. A mongol acaba errando em alguns ataques e foi o que aconteceu. A mongol atacou, a Rafaela fez um contra-ataque, tanto que os juízes ficaram em dúvida para ver se o ponto valia ou não, mas valeu. Foi uma estratégia bem estudada e, graças a Deus, acabou dando certo”.

Ele também destacou a parte psicológica da alleta. “A Rafaela procurou não ser atingida pelas pressões de fora, da torcida. Sempre focada na luta, foi o que ela fez e deu certo”, completou.
 

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