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Copa do Mundo

Tite faz mudanças contra a Rússia e valoriza força do conjunto, mas diz: "O Neymar é insubstituível"

Seleção brasileira treina em Moscou na véspera do jogo amistoso contra a Rússia.
Seleção brasileira treina em Moscou na véspera do jogo amistoso contra a Rússia. Foto: Tiago Leme
Texto por: RFI
6 min

A seleção brasileira terá três mudanças entre os titulares no penúltimo amistoso antes da convocação para a Copa do Mundo de 2018, que será disputado nesta sexta-feira às 13h (horário de Brasília), contra a Rússia, no estádio Luzhniki, em Moscou. Após o treinamento desta quinta-feira, o técnico Tite confirmou as entradas do atacante Douglas Costa, na vaga do lesionado Neymar, do zagueiro Thiago Silva, no lugar de Marquinhos que volta de contusão na coxa, e do meia Willian, que substitui Renato Augusto por opção técnica.

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Tiago Leme, de Moscou, para a RFI

"Temos atletas de alto nível, e eles competem. Aprendi que técnico de seleção é diferente de clube. Às vezes um atleta do clube não está bem, aqui a competição é um tom acima. Um está bem e outro está melhor, são de alto nível jogando muito em seus clubes. Assim como Willian saiu em determinado momento porque o Coutinho estava arrebentando, agora o Willian está arrebentando, volta e traz variação tática com o Coutinho por dentro", explicou o treinador, em entrevista coletiva na capital russa.

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Neymar insubstituível

Apesar do desfalque de Neymar, que está no Brasil se recuperando da cirurgia no quinto metatarso do pé direito, Tite fez questão de valorizar a força do conjunto. O comandante da seleção vai usar os amistosos contra Rússia e Alemanha para preparar o time para atuar em possíveis situações futuras sem o camisa 10. Mesmo assim, ele deixa claro que ninguém pode substituir da mesma forma o craque do Paris Saint-Germain.

"O Neymar é insubstituível. Pelo alto nível e pela qualidade que tem, pelo top 3 que é, isso é um fato. O Douglas Costa não vai substituir o Neymar, o Douglas Costa vai ser o Douglas Costa. Temos que assumir responsabilidade de ser forte enquanto equipe. Eu não posso colocar nas costas do principal atleta, do mais midiático, a solução das coisas. O Kaká disse que foi considerado melhor do mundo porque a equipe estava muito bem. Ele é o último Bola de Ouro brasileiro, mas fala da força da equipe, isso é grandeza. O Neymar será forte se a equipe for forte. Não gostaríamos que ele tivesse isso", afirmou.

Alisson capitão

Seguindo o rodízio implantado por Tite na seleção brasileira, o goleiro Alisson foi escolhido como capitão no duelo desta sexta contra a Rússia. O atleta da Roma será o 15º jogador a usar a braçadeira, em 18 jogos disputados sob o comando do treinador.

"É uma honra receber essa confiança da comissão técnica, do Tite. Falar em capitão da seleção brasileira, essa frase demonstra a importância disso para um atleta. Nós trabalhamos muito forte para chegar a este momento, estou muito honrado. E ser o 15º capitão demonstra a força do grupo, temos vários líderes, vivemos num ambiente muito bom e cada um exerce a liderança no dia a dia. Isso que o Tite faz é muito bacana e dá confiança ainda maior e no momento em que tiver de decidir por um capitão, se isso for decidido, todos estarão preparados. A braçadeira é só uma representação", disse Alisson.

Depois de encarar os russos, a seleção brasileira viaja para Berlim, onde enfrenta a Alemanha, na próxima terça-feira. Será o primeiro encontro entre as equipes principais dos dois países depois da fatídica derrota do Brasil por 7 a 1, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. A abertura do Mundial de 2018 será daqui a menos de três meses, no dia 14 de junho.

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