Mundial 2018

Pesquisa em 27 países aponta Alemanha campeã e Brasil vice na Copa da Rússia

São Petersburgo, uma das 11 cidades anfitriãs do Mundial de 2018 na Rússia.
São Petersburgo, uma das 11 cidades anfitriãs do Mundial de 2018 na Rússia. GIUSEPPE CACACE / AFP

Uma pesquisa exclusiva do Instituto Ipsos para o jornal Le Parisien, realizada em 27 países, mostra que torcedores do mundo todo veem a Alemanha vencedora da Copa da Rússia e o Brasil vice-campeão.

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"O futebol é um esporte que é jogado onze contra onze, e, no final, é a Alemanha que vence." Le Parisien cita esta frase famosa do ex-atacante britânico Gary Lineker para justificar o resultado da sondagem. A Mannschaft é a grande favorita da Copa do Mundo da Rússia para mais de duas em cada dez pessoas no mundo, ou seja, 23% dos entrevistados. O Brasil aparece logo atrás, com 21% das indicações, seguido pela Espanha, distante, com 11%. Para desgosto dos franceses, a França fica em 5° lugar na classificação. O consolo é que 6% dos entrevistados ainda veem a França na final.

A pesquisa do instituto Ipsos ouviu 19.776 pessoas, com idades de 16 a 64 anos, em 27 países. Quase a metade dos alemães, 44% dos entrevistados, acredita que a seleção nacional vai erguer a taça no dia 15 de julho em Moscou.

Franceses têm medo dos hooligans russos

Outra conclusão interessante dessa pesquisa sobre as expectativas das populações na véspera do Mundial é a preocupação dos franceses em relação à segurança dos torcedores na Rússia. Na França, 47% dos entrevistados pelo Ipsos acreditam que a estadia na Rússia será perigosa por causa dos hooligans. No entanto, no geral, a maioria das pessoas no resto do mundo tenha uma boa opinião sobre o país organizador. Cerca de 3 em cada 4 pessoas pensam que a Copa do Mundo será benéfica para os russos. Apenas 3 em 10 entrevistados acham que sua equipe deveria boicotar a competição.

Quanto à maneira de aproveitar o evento, a maioria dos espectadores indica que vai assistir aos jogos na companhia da família ou de amigos. Globalmente, quase 25% das pessoas planejam perder o trabalho ou a escola durante a Copa. É na Índia, na Turquia e nos Estados Unidos que esse número é mais elevado, contra apenas 16% dos franceses.

"Soft power" de Putin

No plano político, o jornal Les Echos mostra que o presidente Vladimir Putin vai aumentar a sua influência internacional com o Mundial, atendendo a um objetivo de política externa ao mesmo tempo em que alimenta o patriotismo e o orgulho dos russos.

Putin usará a Copa para fazer a opinião pública mundial esquercer as tensões geopolíticas provocadas por Moscou, destaca o diário econômico francês, além de abrir as portas das elites políticas e econômicas para a Gazprom, uma das principais patrocinadoras da Fifa neste Mundial.

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