Lateral brasileiro faz assistência e ajuda Rússia a vencer Egito

Jogadores russos comemoram um dos gols na vitória contra o Egito.
Jogadores russos comemoram um dos gols na vitória contra o Egito. REUTERS/Fabrizio Bensch

Com a vitória de 3 a 1 sobre os egípcios na noite desta terça-feira (19), os russos praticamente garantiram uma das vagas do Grupo A para a segunda fase da Copa. A seleção anfitriã do Mundial começou desacreditada, mas em duas partidas resgatou a confiança dos torcedores.  

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Enviado especial a São Petersburgo

Depois da surpreendente goleada de 5 a 0 sobre a Arábia Saudita no jogo de estreia, a Rússia embalou. Apoiada por uma torcida fervorosa nas arquibancadas da Arena de São Petersburgo, a seleção voltou a mostrar eficiência na defesa e no ataque e deu um passo gigante para a classificação.

Os gols saíram todos na etapa final. Em 15 minutos, os russos liquidaram a partida. O primeiro gol teve ajuda do zagueiro egípcio Fathi, que marcou contra. Cheryshev e Dzyuba ampliaram o placar.

O gol de honra do Egito foi de pênalti, decidido pela arbitragem de vídeo. O astro Mohamed Salah converteu, mas não foi suficiente para uma reação.

Brasileiro ajuda     

Nascido no Brasil e naturalizado russo, o lateral-direito Mario Fernandes foi um dos destaques da partida ao dar uma assistência para o segundo gol. Há seis anos no futebol do país, ele decidiu defender as cores da Rússia diante da oportunidade de disputar o Mundial.   

“A gente sonha em jogar uma Copa do Mundo, quando eu aceitei foi porque eu estava aqui há bastante tempo, eu gostava muito do país. Eles me deram essa oportunidade, abriram as portas para mim. Estou bastante feliz por tudo que tem acontecido”, justificou. 

O lateral russo-brasileiro Mario Fernandes em jogada com o atacanto do Egito Mohamed Salah.
O lateral russo-brasileiro Mario Fernandes em jogada com o atacanto do Egito Mohamed Salah. REUTERS/Henry Romero

O zagueiro, que joga pelo CSKA, é apreciado no país principalmente pelo desempenho nos gramados e por ajudar a seleção. Sem dominar bem o idioma, ele pouco dá entrevistas para a imprensa local.  Mário afirma estar adaptado à cultura local e ter boa aceitação por parte dos torcedores e de toda a seleção russa.

“Desde o roupeiro até os jogadores, todos me tratam com respeito e eu também a eles. Eu agradeço a eles por me receber tão bem e me dar a oportunidade de estar aqui. São seis anos aqui, estou bastante feliz. Espero continuar aqui bastante tempo ainda”, acrescenta.

Antes da Copa, a seleção russa chegou a ser  motivo de piadas porque ficou sete jogos sem ganhar nos amistosos de preparação para a Copa. Em competições oficiais, vinha de um retrospecto muito ruim, principalmente devido ao fracasso na Copa de 2014 e na Eurocopa na França, quando foi eliminada ainda na primeira fase.

Apesar das duas primeiras partidas da Copa terem sido com equipes do mesmo nível ou até mesmo inferior, como no caso dos sauditas, as vitórias devolveram esperança à torcida.    

“A gente não vinha ganhando, os resultados não vinham. A torcida ficou desconfiada, mas eles apoiam bastante a gente e fazem parte disso. A gente ganha porque também eles nos apoiam do começo ao fim. É muito importante. Estamos felizes por ganharmos as partidas, mas sempre com o pé no chão. Vamos com calma, com humildade para ir o mais longe possível”, diz o lateral russo-brasileiro.     

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