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Esportes

“Queremos vender todos os ingressos das Paralimpíadas de Tóquio antes da abertura”, diz presidente do CPI

Áudio 05:52
O presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, durante evento em Paris. 06/02/2020
O presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, durante evento em Paris. 06/02/2020 Foto: RFI Brasil
Por: Elcio Ramalho
11 min

A seis meses do início dos Jogos de Tóquio, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) se mostra satisfeito com o progresso dos preparativos do evento e espera iniciar as Olimpíadas com todos os ingressos vendidos antes da cerimônia de abertura, em 25 de agosto.

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“Estamos acompanhando o entusiasmo, a venda de ingressos sem precedente, o interesse na primeira sessão de vendas. Na primeira leva de pedidos, foram 3,1 milhões de  solicitações. Já tem mais pedidos do que ingressos disponíveis, já que a venda é feita por etapas”, comenta Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional

“Não vendemos todos os ingressos mas nosso objetivo é, pela primeira vez na história dos Jogos, vender todos os ingressos das Paraolimpíadas antes da cerimônia de abertura”, afirma.

Segundo Parsons, os Jogos de Tóquio podem gerar uma audiência de 4,5 bilhão de pessoas, o que representaria um recorde. O entusiasmo pode ser refletido também no grande legado que o evento pode deixar não apenas para a capital, mas para toda a sociedade japonesa.

No ano passado, o presidente do IPC expressou preocupação com a baixa oferta de acomodações com acessibilidade na capital japonesa. O problema, segundo Parsons, não é tanto para os atletas nem para as delegações que estarão hospedadas na Vila Olímpica, mas para os membros dos comitês paralímpicos nacionais, patrocinadores, imprensa e o público.

“Estamos tentando alinhar com a venda de ingressos para oferecer o melhor nível de serviços. Não vai ser ideal por uma questão de uma legislação ultrapassada que havia no Japão. Os Jogos ajudaram a mudar os novos hotéis, que terão obrigatoriamente que se adaptar a novos padrões, terem mais quartos com acessibilidade para atender a essa nova legislação”, explica.

Basque pode ficar de fora de Tóquio

Na entrevista à RFI, Andrew Parsons declarou ainda estar otimista com a possibilidade de que o basquete de cadeira de rodas possa integrar os Jogos de Tóquio. A entidade alertou a Federação Internacional de que pode suspender a modalidade caso não tome ações para se adaptar ao novo Código de Classificação dos atletas até o final de maio. O IPC já suspendeu temporariamente a disciplina das Paralimpíadas de Paris, em 2024.

“Nós não podemos comprometer a credibilidade dos Jogos como um todo, se permitirmos que atletas não estejam de acordo com nosso Código de Classificação, um documento aprovado pela nossa Assembleia Geral”, explicou.

Segundo Parsons, todos os comitês paralímpicos se adaptaram ao Código de Classificação que existe há vários anos, com exceção da Federação Internacional de Basquete. “É um problema de credibilidade muito grande. Entre pesar ter o basquetebol em cadeiras de rodas e esse problema, para nós faz muito sentido não ter o basquetebol em cadeiras de rodas. Temos um plano de ação proposto pela Federação Internacional e aprovado por nós. Se eles trabalharam sério e com vontade neste sentido, teremos o basquetebol em Tóquio”, diz, esperançoso. “Para Paris é outra história, eles vão ter que se adaptar de uma forma geral ao código e não apenas a este plano de ação”, acrescentou.

As declarações de Parsons foram feitas durante a Global Sports Week, que reuniu durante dois dias em Paris dirigentes esportivos, atletas e empresas que gravitam em torno do esporte.

O presidente do IPC participou da abertura do evento e discutiu temas relacionados ao futuro do esporte, como a inclusão, diversidade, integração e educação.

Em sua estadia na capital francesa, Parsons também aproveitou para se reunir com representantes das Paralimpíadas de Paris 2024, para discutir os avanços do evento. “Estive com as autoridades francesas para entender o plano nacional de como maximizar o legado das Paralimpíadas”, destacou.

O momento da visita, segundo ele, foi oportuno já que uma grande conferência governamental com pessoas portadoras de deficiências para discutir vários assuntos, entre eles os Jogos de 2024.

Na França, o universo esportivo está abalado com as recentes denúncias de agressões sexuais envolvendo a Federação Francesa de Esportes no Gelo. Ex-atletas de patinação artística acusam o ex-treinador da equipe francesa de as ter abusado sexualmente quando eram adolescentes. O problema também atinge os esportes paralímpicos, segundo Parsons.

“É preciso que as organizações tenham sistemas eficientes de proteção aos atletas, desde o início e até o alto rendimento, e os mais jovens são os mais vulneráveis”, diz. “O esporte é um meio que, pelas viagens, concentrações, facilita esse tipo de atitude. Não tivemos casos em Paralimpíadas, mas temos que estar vigilantes e termos regras muito rígidas a este respeito”, garante.

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