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Futebol na pandemia? Retorno a treinos nos clubes divide países europeus

Foto de aqruivo mostra embate entre Rafael Leao, do Milan, e Nicolo Barella, da Inter de Milão, em partida disputada em setembro de 2019.
Foto de aqruivo mostra embate entre Rafael Leao, do Milan, e Nicolo Barella, da Inter de Milão, em partida disputada em setembro de 2019. REUTERS - Daniele Mascolo
Texto por: RFI
5 min

Em tempos de pandemia de coronavírus, os fãs de futebol e outros esportes coletivos sentem falta de acompanhar os campeonatos, suspensos por tempo indeterminado, ou simplesmente de praticar a sua modalidade preferida. No momento em que a Europa avança no alívio das medidas de isolamento, o assunto divide governos, dirigentes esportivos e até jogadores – em muitos casos, a preocupação financeira se sobrepõe à sanitária.

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O ministro alemão do Interior e dos Esportes disse neste domingo (3) ser favorável à retomada do Campeonato Alemão (Bundesliga) já no fim de maio, embora três jogadores do Colônia tenham testado positivo para o coronavírus, na semana passada. “Eu julgo o calendário proposto pela Liga Alemã de Futebol bastante plausível e apoio a retomada em maio”, afirmou Horst Seehofer, acrescentando que os jogos aconteceriam a portas fechadas.

O ministro ainda esclareceu que se algum jogador ou integrante da equipe for diagnosticado com o vírus, todo o clube deverá voltar a uma quarentena de duas semanas. Se a decisão pela continuidade da competição for confirmada, a Alemanha será o primeiro país europeu a relançar o campeonato desde que a epidemia de Covid-19 se espalhou pelo continente, em março. O tema deverá ser tratado em uma reunião entre o governo alemão e presidentes regionais nesta quarta-feira (6). Até o momento, o país conta 6.649 mortes causadas pelo coronavírus.

Itália autoriza treinos individuais, inclusive de futebol, a partir desta segunda-feira

Na Itália, o país mais atingido pela epidemia, com mais de 28,7 mil mortes, o assunto é delicado. O governo autorizou a retomada da prática esportiva individual a partir desta segunda-feira (4), uma permissão que inclui também o futebol, desde que o treinamento respeite as medidas de prevenção do contágio. Os treinos devem ocorrer apenas em áreas externas e com distâncias de pelo menos dois metros entre os jogadores.

As atividades nos clubes profissionais, entretanto, só poderão ser retomadas a partir do dia 18 de maio – o que atrasa a data prevista para a continuação da série A do Campeonato Italiano, a partir do início de junho. Os clubes insistem na intenção de encerrar as 12 rodadas que faltam para completar a competição, a portas fechadas.

Decisões regionais já permitiram a reabertura dos campos de treinamento do Bolonha, Sassuolo e do Parma, que poderão funcionar, na base do voluntariado, a partir desta segunda-feira. Porém o ministro dos Esportes, Vincenzo Spadafora, advertiu que "o caminho” da retomada do campeonato "é cada vez mais estreito”.

Questão financeira “é importante demais"

Situação semelhante é vista na Inglaterra, segundo país com mais mortes no continente e que planeja o retorno das atividades da Premier League em 8 de junho. Os dirigentes se reuniram na sexta-feira (1°) para conversar sobre como encerrar o campeonato – alguns clubes querem abandonar a temporada, em decorrência dos riscos sanitários, enquanto outros estão decididos a continuar.

Neste domingo, o ex-craque Gary Neville lançou uma provocação pelas redes sociais, afirmando que a Primeira Liga inglesa estava “apavorada" com a ideia de admitir publicamente que quer relançar os jogos, frente ao risco de a decisão gerar mis mortes por Covid-19. “Eles não param de dizer ‘a saúde em primeiro lugar’, e no instante seguinte repetir sem parar ‘nós precisamos retomar a temporada’”, criticou.

O atacante do Manchester City Kevin De Bruyne foi mais direto e indicou que “há questões financeiras importantes demais” para abandonar a competição, avaliando que os jogos vão recomeçar “o quanto antes". “O governo quer retomar o futebol o mais cedo possível para dar para as pessoas alguma coisa”, disse, em entrevista a um jornal de seu país, Bélgica. “O aspecto financeiro é importante demais na Premier League e se a temporada não for concluída, haverá graves problemas.”

Na Espanha, nenhuma data de retorno foi fixada até o momento, mas os treinos coletivos devem ser autorizados nos próximos dias.

Já a França, depois de muita polêmica interna e desacordos entre os clubes, cancelou definitivamente na quinta-feira (30) o resto da temporada do campeonato francês. O Paris Saint-Germain (PSG) foi consagrado campeão por antecipação. A Holanda também tomou a mesma decisão, cancelando o restante do Campeonato Holandês.

Com informações da AFP

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