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Jornal Le Figaro homenageia Pelé, "uma lenda que atravessa o tempo"

O jornal Le Figaro homenageia Pelé, que completa 80 anos nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2020.
O jornal Le Figaro homenageia Pelé, que completa 80 anos nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2020. © Le Figaro/Reprodução
Texto por: RFI
3 min

O jornal francês Le Figaro presta uma homenagem a Pelé, que festeja seu aniversário nesta sexta-feira (23). "Pelé, os 80 anos de uma lenda que atravessa o tempo" é a manchete do diário. Le Figaro faz uma retrospectiva da carreira do Rei, seus títulos e gols, "solidamente cravados em nossas memórias", afirma a matéria. 

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"Pelé, duas sílabas, é o passaporte de um cidadão do mundo", publica o jornal. Aos 80 anos, Edson Arantes do Nascimento é a representação de um futebol que não se vê mais, de uma época em que as partidas eram narradas e acompanhadas pelo rádio e as ações descritas pelos locutores invadiam a imaginação dos torcedores, "um tesouro que se manteve intacto ao longo dos anos, uma viagem nostálgica que uniu gerações", ressalta a matéria. 

Le Figaro relembra que Pelé passou a vestir a camisa 10 por pura casualidade, durante a Copa do Mundo de 1958, sem saber que, com ela, iria se tornar um dos maiores símbolos do esporte no mundo. "De Zico a Maradona, de Rivelino a Platini, de Ronaldinho a Riquelme, de Zidane a Messi, a camisa 10 de Pelé permanece única até hoje", afirma o jornal.

Quem explica o porquê é o treinador argentino Luis Cesar Menotti, em entrevista ao Figaro. Segundo ele, Pelé é "uma mistura de Maradona, Messi, Di Stefano e Cruyff". "Eles estão todos juntos em um só jogador e é por isso que Pelé é o melhor que eu já vi", garante o campeão do mundo de 1978. Muito mais que o melhor, o próprio Cruyff diz que Pelé foi "o único jogador que ultrapassou os limites da lógica".

"Uma pantera, um felino, que pulava mais alto, que corria mais rápido que os outros, que chutava com os dois pés", reitera Eric Frosio, correspondente do jornal esportivo L'Equipe no Brasil. 

Shakespeare do futebol

Mas Edson Arantes do Nascimento é ainda mais, afirma Le Figaro. Símbolo da precocidade, vencedor de uma Copa do Mundo aos 17 anos, símbolo também de uma longevidade que o fez brilhar até o Mundial de 1970, de fidelidade a seu clube de coração, o Santos, de uma criatividade que o levou a marcar mais de mil gols. "Pelé é para o futebol o que Shakespeare é para a língua inglesa: ele une tudo", bem definiu o jornal New York Times, em 1977, uma citação reproduzida na matéria do Le Figaro.

"Até hoje, Pelé continua sendo um selo, uma ideia de jogo, tão preciosa quanto um antigo disco cuja canção embala os anos ou as primeiras linhas de um livro que nos trazem lembranças de um lugar, uma época, um ser querido", conclui o jornal francês. 

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