Laboratórios Pfizer e BioNTech vão enviar vacinas aos atletas dos JO de Tóquio

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, diante do emblema dos Jogos Olímpicos de 2020.
A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, diante do emblema dos Jogos Olímpicos de 2020. REUTERS/Toru Hanai

Enquanto a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio ainda preocupa a população japonesa, os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram nesta quinta-feira (6) um acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para fornecer vacinas contra a Covid-19 aos atletas e membros das delegações participantes do evento. As duas empresas farmacêuticas avaliam que os esportistas estão protegidos de forma desigual, dependendo do país que representam. A distribuição das doses será organizada juntamente com os comitês olímpicos em todo o mundo.

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"Nossa vacina está disponível em apenas 91 países e 200 nações participam dos Jogos", então "o COI queria ter certeza de que todas as delegações teriam acesso a ela", disse o chefe da Pfizer, Albert Bourla. "É um esforço logístico oferecer doses a todos os participantes que desejam (...) Vamos falar com cada país, nada pode ser feito sem a aprovação das autoridades", completou.

As primeiras entregas da vacina devem começar no fim de maio, a fim de garantir a aplicação da segunda dose antes do desembarque das delegações no Japão.  Estas doses se uniriam às entregas já previstas como parte dos pedidos feitos pelos governos nacionais ou à iniciativa internacional Covax.

Até agora, o Comitê Olímpico Internacional sempre descartou tornar a vacinação obrigatória para os Jogos, previstos para acontecer entre 23 de julho e 8 de agosto, mas há meses incentiva o maior número possível de participantes a se vacinarem.

No comunicado, o presidente do COI, Thomas Bach, afirma que a distribuição de vacinas é "outro instrumento na caixa de ferramentas de medidas que ajudarão a tornar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 um evento seguro para todos os participantes".

Um ano de atraso

Adiados por um ano devido à pandemia de Covid-19, os Jogos Olímpicos de Tóquio devem reunir quase 11.000 atletas e um número considerável deles já recebeu, ao menos, uma dose de uma das vacinas contra a covid-19.

"Ao aceitar a vacina, (os atletas e membros das delegações) podem enviar uma mensagem poderosa, que não é apenas a sua saúde pessoal que está em jogo, mas também a solidariedade e o bem-estar dos outros", insistiu Thomas Bach no comunicado.

O COI, que tem sede em Lausanne (Suíça), promete há vários meses entregar Jogos "seguros", mesmo sem a vacinação generalizada. O acordo anunciado nesta quinta-feira representa um elemento fundamental para os Jogos, pois a região de Tóquio e outros departamentos japoneses estão em situação de emergência, devido ao aumento do número de casos de Covid-19.

Em 11 de março, o COI havia anunciado que compraria da China "doses adicionais de vacinas", em uma primeira tentativa de acelerar os esforços para proteger os participantes, mas as quantidades não foram especificadas, nem o calendário.

A Pfizer fez sua proposta ao primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, no mês passado, de acordo com o ministro japonês para os Jogos Olímpicos, Tamayo Marukawa. "Como governo, recebemos (este acordo) de forma positiva e queremos adotar rapidamente medidas com as entidades interessadas para concretizá-lo", afirmou.

(Com informações da AFP)

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